09/08/2026
Talvez uma das coisas mais bonitas da arte seja nos lembrar de que o mundo não é visto por uma única perspectiva.
Em um único dia em São Paulo, passei por diferentes formas de expressão: a história do Centro, a potência da Favela, a trajetória de Alcione, a técnica de Rembrandt e tantas outras manifestações que carregam histórias, territórios e pessoas.
E saí de lá pensando em uma coisa: não existe comunicação sem conhecer pessoas.
A arte nos permite enxergar realidades que talvez nunca tenhamos vivido. Conhecer culturas que não são as nossas. Perceber diferentes formas de sentir, interpretar e contar uma mesma história.
E isso também é marketing.
Antes de pensar em campanha, anúncio, conteúdo ou estratégia, precisamos entender quem está do outro lado.
Porque uma mesma mensagem pode emocionar uma pessoa e não fazer sentido para outra.
O que funciona em São Paulo pode não funcionar em Foz do Iguaçu.
O que conecta com um público pode afastar outro.
A forma como uma região recebe uma informação também diz muito sobre a forma como ela se comunica com o mundo.
Marketing não é colocar uma mensagem diante de alguém.
É compreender como aquela pessoa enxerga o mundo e encontrar a melhor maneira de conversar com ela dentro dessa realidade.
No fim, cada artista encontra uma forma de deixar sua marca no mundo.
E talvez o nosso trabalho, enquanto comunicadores, seja justamente aprender a enxergar essas marcas antes de tentar criar as nossas.
Conhecer pessoas é parte da estratégia. Conhecer o mundo também.