Rayanne Alves

Rayanne Alves Capricorniana, goiana com sangue paraibano. Marketeira, Reikiana e futura nutricionista

Um pouquinho das lembranças dos últimos dias 🥰
08/07/2026

Um pouquinho das lembranças dos últimos dias 🥰

08/07/2026

Usar comida como recompensa, “se comer tudo, ganha sobremesa” ou “se se comportar, ganha um doce”, pode parecer algo inofensivo.

Mas, na prática, isso ensina a criança a associar comida a emoções e não à fome.

Quando o alimento vira prêmio, o cérebro começa a entender que alguns alimentos são “mais valiosos” do que outros. Isso pode aumentar o desejo por ultraprocessados e tornar os alimentos mais nutritivos algo obrigatório ou pouco desejado.

Com o tempo, essa associação pode gerar:

✔ relação emocional com a comida
✔ culpa e ansiedade alimentar
✔ perda de autonomia nas escolhas

A alimentação deve ser guiada por consciência, não por trocas.

Isso não significa não incentivar a criança, mas sim mudar a forma de incentivar:

✔ elogiar atitudes, não quantidade de comida
✔ valorizar a curiosidade e a tentativa
✔ manter o exemplo dentro de casa
✔ respeitar os sinais de fome e saciedade

No BLW e nas abordagens responsivas, o foco é construir uma relação positiva com a comida desde cedo.

Comer não é moeda de troca
é vínculo, aprendizado e cuidado 🤍

(Uso de alimentos como recompensa e impacto no comportamento alimentar infantil — Birch et al., 1980, Effects of food as a reward on children's eating behavior)

Cuidar da alimentação não começa quando o bebê nasce.Começa antes mesmo da gestação.No preparo para engravidar, nutrir o...
07/07/2026

Cuidar da alimentação não começa quando o bebê nasce.
Começa antes mesmo da gestação.

No preparo para engravidar, nutrir o corpo é preparar o terreno. Vitaminas, minerais, proteínas e gorduras boas fazem diferença na fertilidade, no equilíbrio hormonal e na saúde da mãe.

Durante a gestação, a alimentação ganha ainda mais importância. Cada nutriente participa da formação do bebê, do desenvolvimento dos órgãos e da manutenção da saúde materna.

Na amamentação, o cuidado continua. O corpo segue nutrindo, agora através do leite materno, que depende também do estado nutricional da mãe.

E então chega a introdução alimentar.
Um novo ciclo, onde o bebê começa a construir sua própria relação com a comida.

No BLW e nas abordagens responsivas, esse momento é de autonomia, descoberta e aprendizado. O que foi cuidado antes reflete aqui.

É como uma linha contínua
o que você planta lá atrás, colhe nas fases seguintes.

Estudos mostram que a nutrição nos primeiros mil dias de vida, desde a gestação até os dois anos, tem impacto direto na saúde, no desenvolvimento e no risco de doenças ao longo da vida (Victora et al., 2010, Maternal and child undernutrition).

Comer bem não é fase, é construção 🤍

06/07/2026

As crianças aprendem muito mais observando do que ouvindo discursos.

Quando o assunto é alimentação, o comportamento dos pais fala mais alto do que qualquer tentativa de convencimento.

Não adianta incentivar frutas e verduras se a criança observa esses alimentos sendo rejeitados no dia a dia.

À mesa, o exemplo educa mais do que as palavras.

Comer com prazer, experimentar novos sabores e manter uma rotina alimentar equilibrada são atitudes que ensinam naturalmente, sem necessidade de imposição.

O exemplo também comunica algo essencial:

Comer bem não é punição
é cuidado

Quando a criança vê a família valorizando o momento da refeição, com presença e naturalidade, ela tende a reproduzir esse comportamento ao longo do tempo.

O ambiente é o maior educador alimentar que existe 🤍

(Influência do comportamento parental na alimentação infantil — Birch & Fisher, 1998, Development of eating behaviors among children and adolescents)

O repolho é um vegetal simples, acessível e muito nutritivo.Ele é rico em fibras, vitamina C e compostos antioxidantes, ...
02/07/2026

O repolho é um vegetal simples, acessível e muito nutritivo.

Ele é rico em fibras, vitamina C e compostos antioxidantes, que ajudam na saúde intestinal, no fortalecimento da imunidade e na proteção das células.

Também contribui para o bom funcionamento do intestino, algo importante especialmente no início da introdução alimentar.

Pode ser oferecido desde o início da introdução alimentar, por volta dos 6 meses.

No BLW, o ponto principal é a textura.

O repolho cru é mais rígido e difícil de mastigar, então o ideal é oferecer cozido ou refogado, até ficar bem macio.

✔ folhas cozidas em tiras grandes, fáceis de segurar
✔ refogado bem macio
✔ combinado com outros legumes ou proteínas

Evite oferecer cru para bebês no início, pelo risco de dificuldade na mastigação.

Uma dica prática é cozinhar levemente no v***r ou refogar com um fio de azeite, deixando o repolho macio, saboroso e mais fácil de aceitar.

Pense no repolho como um “cuidado silencioso”
ele não chama tanta atenção, mas faz um grande trabalho no organismo.

Estudos mostram que vegetais crucíferos, como o repolho, possuem compostos bioativos com ação antioxidante e benefícios para a saúde intestinal e metabólica (Higdon et al., 2007, Cruciferous vegetables and human health).

Simples, nutritivo e muito versátil 🤍

01/07/2026

A forma como a criança escuta você falar sobre comida tem mais impacto do que parece.

Frases como:

• “isso engorda”
• “tem que comer tudo”
• “doce é recompensa”

ajudam a construir a relação emocional que ela terá com a alimentação.

Quando a comida é associada a culpa, obrigação ou recompensa, a criança pode aprender a comer por medo, pressão ou para agradar, e não por conexão com o próprio corpo.

As palavras constroem crenças
e as crenças moldam hábitos.

Por isso, o ideal é adotar uma linguagem mais neutra e positiva.

Em vez de classificar alimentos como “bons” ou “ruins”, ensine sobre função e equilíbrio:

✔ alimentos que dão energia
✔ alimentos que ajudam o corpo a crescer
✔ variedade ao longo do dia

A comida não precisa ser moralizada.

No BLW e nas abordagens responsivas, o foco é criar um ambiente alimentar leve, onde a criança:

• observa
• participa
• experimenta
• e aprende sem pressão

Comer junto, respeitar o apetite e valorizar a curiosidade são atitudes que fortalecem uma relação mais saudável com a comida.

A relação com a alimentação começa na conversa 🤍

(Influência do ambiente alimentar e linguagem parental nos hábitos infantis — Birch & Fisher, 1998)

O tomate é um alimento nutritivo e muito versátil na alimentação do bebê.Ele é rico em vitamina C, potássio e licopeno, ...
30/06/2026

O tomate é um alimento nutritivo e muito versátil na alimentação do bebê.

Ele é rico em vitamina C, potássio e licopeno, um antioxidante importante que ajuda na proteção das células e contribui para a saúde como um todo.

Também auxilia na absorção do ferro quando combinado com outros alimentos, sendo um ótimo complemento nas refeições.

Pode ser oferecido desde o início da introdução alimentar, por volta dos 6 meses.

No BLW, a forma de oferecer faz toda a diferença para segurança e aceitação:

✔ sem pele e sem sementes para bebês menores, se necessário
✔ em pedaços grandes ou em tiras, que facilitem o agarre
✔ tomate bem maduro, mais macio

Boas opções de corte:

• tomate em meia lua (sem sementes, se preferir)
• tomate em tiras grandes
• tomate cereja sempre cortado ao meio ou em quatro, no sentido do comprimento

Evite oferecer inteiro ou em pedaços pequenos e redondos, pelo risco de engasgo.

Uma dica prática é oferecer o tomate junto com outras preparações, como legumes, carnes ou até com um fio de azeite, potencializando ainda mais o valor nutricional.

Estudos mostram que alimentos ricos em carotenoides, como o licopeno do tomate, têm ação antioxidante e contribuem para a saúde ao longo da vida (Rao & Rao, 2007, Carotenoids and human health).

Simples, acessível e cheio de benefícios 🤍

29/06/2026

O medo de engasgo é um dos maiores bloqueios na introdução alimentar — e ele é totalmente compreensível.

Ver o bebê explorando novos alimentos pode gerar insegurança, mas é importante entender alguns pontos.

Quando a alimentação é feita de forma segura, o engasgo verdadeiro é raro.

O que muitos pais observam no início é o reflexo de gag, um movimento natural do bebê para proteger as vias aéreas.

Esse reflexo faz parte do aprendizado e ajuda o bebê a lidar com texturas diferentes. Não é um sinal de perigo.

Para trazer mais segurança nesse processo:

✔ ofereça alimentos em pedaços adequados para o bebê segurar
✔ prefira alimentos macios, que amassem facilmente entre os dedos
✔ mantenha o bebê sempre sentado e com postura ereta
✔ nunca deixe o bebê sozinho durante as refeições

No BLW e nas abordagens responsivas, a segurança está na preparação do ambiente e na observação, não na restrição da experiência.

Com o tempo, o bebê aprende a coordenar melhor a mastigação e o reflexo de gag diminui naturalmente.

Segurança e confiança caminham juntas 🤍

(Reflexo de gag e segurança na introdução alimentar — Regurgitation, gagging and choking in infant feeding, Morris & Klein, 2017)

Meus filhos não gostam de frutas… o que fazer? 🍓🍌Antes de tudo, calma.Nem sempre é “não gostar”, muitas vezes é falta de...
25/06/2026

Meus filhos não gostam de frutas… o que fazer? 🍓🍌

Antes de tudo, calma.
Nem sempre é “não gostar”, muitas vezes é falta de exposição.

A criança precisa ver, tocar, explorar e experimentar várias vezes até aceitar um alimento. E isso vale muito para as frutas.

No BLW e na abordagem responsiva, o caminho não é forçar. É apresentar de forma leve e repetida.

Aqui vão algumas dicas práticas e divertidas:

✔ Varie as formas de oferecer
Fruta em pedaços, amassada, em tiras, mais madura ou mais firme

✔ Monte pratos coloridos
Quanto mais visual, mais interesse

✔ Coma junto
O exemplo ainda é uma das ferramentas mais fortes

✔ Inclua a criança
Deixe participar da escolha ou do preparo

✔ Evite pressão
Insistir ou obrigar pode gerar ainda mais recusa

✔ Respeite o tempo
Às vezes são necessárias várias exposições até a aceitação

Uma criança pode precisar de 8 a 10 (ou mais) exposições ao mesmo alimento para começar a aceitá-lo.

Estudos mostram que a exposição repetida, sem pressão, é uma das estratégias mais eficazes para aumentar a aceitação alimentar infantil (Birch & Doub, 2014, Learning to eat: birth to age 2 y).

Não é sobre fazer comer, é sobre ensinar a gostar 🤍

Endereço

Goiânia, GO
74650050

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