22/02/2017
AGM FAZ HOMENAGEM
A JOSÉ NORMANHA
A Academia Goiana de Letras prestou homenagem ao ex-acadêmico José Normanha de Oliveira (foto) em 2016. Se estivesse vivo, Normanha completaria 100 anos no dia 21 de abril. O momento de mesura fez parte das atividades promovidas pela entidade para o Ano Cultural Bariani Ortêncio.
A poetisa Lêda Selma depositou a responsabilidade de honras ao sodalício ao membro da Academia Goiana de Letras, da Academia Goiana de Medicina e do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, Hélio Moreira. Tarefa pela qual Hélio teve apreço em cumprir.
Certa vez José Normanha de Oliveira disse: “Quando menino aprendemos a construir castelos de areia. Depois, construímos com os sonhos os castelos de nossas ambições… E, assim, nós nos tornamos eternos construtores de falsos castelos que a mão do tempo vai refazendo e o mar da vida vai destruindo”. Entretanto, ao contrário de se desvair com o intemperismo do tempo, a arte e dedicação desse baiano que tanto fez pela medicina e tanto fez por Goiás.
“A recordação mais doce é sempre aquele pequeno momento de felicidade que o mundo ignorou e que é só nosso e só a nós pertence”. Na vida do radiologista baiano, o que não faltaram foram momentos e legados perenes. Depois de sair de Salvador e ir a Belo Horizonte, o destino encaminha José a Goiânia. Na capital, ele realiza um dos seus maiores feitos, construir o moderno Instituto de Radiologia e Radioterapia, localizado na Avenida Goiás, nº 1000. “Foi nesse ambiente que o pioneiro José Normanha realizou o primeiro tratamento de câncer em Goiás, utilizando-se da radioterapia. Por oportuno, deve ser realçado que o Dr. Normanha só deixou de fazer radioterapia em sua clínica em 1965, quando foi construído o hospital especializado no tratamento do Câncer em Goiás (Araújo Jorge). (MOREIRA, 2015, p. 84). Com o passar dos anos, o Instituto Goiano de Radiologia tornou-se uma referencia de excelência para medicina goiana.
Após fundar o Instituto, ser um dos criadores do clube social Country Clube de Goiás e da Loja Maçônica, em Goiânia, Normanha foi atraído para as entidades culturais. “A partir da década de 1960, o Dr. José Normanha passa a ser conhecido e, principalmente respeitado, não somente pela “expertise” na especialidade médica (radiologia) mas, também, pela sua fama de homem culto, estilista da linguagem, pensador com grande conhecimento da filosofia e da literatura, como escritor e poeta”. (MOREIRA, 2015, p. 90). José Normanha faleceu em 2006 e seu espólio pode ser observado por toda cidade.