10/03/2025
A expressão dos índios Dakota.
Quando descobres que estás a montar um cavalo morto, a melhor estratégia é desmontar, ilustra com perfeição a teimosia humana em se agarrar a projetos, ideias ou estratégias falhadas.
No mundo empresarial, essa teimosia se manifesta em comportamentos muitas vezes absurdos, satirizados pela “Teoria do Cavalo Morto”.
Em vez de reconhecer o fracasso e seguir em frente, líderes e equipes insistem em “reanimar o cavalo morto” com as mais diversas táticas: intensificam a pressão, trocam os responsáveis, fazem ameaças, criam comissões para analisar o problema (procrastinando a solução), buscam inspiração em fracassos alheios, reduzem as expectativas para que o projeto “se encaixe” na realidade, disfarçam o fracasso com eufemismos e reformulações, contratam consultores externos para “salvar a situação”, agrupam vários projetos falidos na esperança de que a soma das partes produza um resultado positivo, investem ainda mais tempo e recursos em algo que já se provou infrutífero, analisam a produtividade nos mínimos detalhes buscando justificativas para o fracasso, elogiam a “eficiência” do projeto falido (geralmente em termos de custos), alteram os critérios de sucesso para que o projeto pareça bem-sucedido ou, em casos extremos, “promovem” o projeto falido a uma posição de maior responsabilidade.
A “Teoria do Cavalo Morto” nos convida a refletir sobre a nossa própria persistência, nos encorajando a reconhecer quando é hora de abandonar um caminho sem futuro. A vida é feita de tentativas e erros, e a capacidade de aprender com os nossos equívocos é fundamental para o crescimento e o sucesso.
Não há problema em cair, desde que tenhamos a sabedoria de nos levantar, aprender com a experiência e seguir em frente, em busca de um novo cavalo, uma nova ideia, um novo caminho.
Afinal, qual seria a graça da vida se só fizéssemos escolhas seguras? São os riscos, os erros e as lições aprendidas que tornam a nossa jornada significativa e memorável.