06/07/2019
Tipo-tipo no Fubá - 10 anos!
-
Tudo por acaso. Tudo começou com o nome: Tipo-tipo no Fubá. Esse nome surgiu em minha mente de forma inesperada, ao acaso; e desde então a inquietação de desenvolver uma tipografia que refletisse esse nome não me deixou em paz.
-
Desse modo, pensando essencialmente no nome, não haveria outra forma de criar sem que houvesse alguma referência ao chorinho de Zequinha de Abreu, o “Tico-tico no Fubá”, que por sua vez, foi eternizado na voz de Carmem Miranda, ícone da nossa Música Popular Brasileira.
-
Ao acaso também, foi encontrada a seguinte citação que, pode-se dizer, foi o principal elemento de motivação para o desenvolvimento do trabalho:
-
[…] as palavras ritmo, harmonia, e contraponto, todas pertencentes ao âmbito musical, não aparecem nos títulos desses capítulos por acaso: de todas as analogias do livro, a da tipografia com a música certamente é a mais forte. Isso porque a música também é um gênero de discurso que, como a tipografia, possui um código de registro que é matemático, abstrato, estruturado e proporcional e que é ao mesmo tempo a chave das performances mais livres, irreverentes e emocionadas. (BRINGHURST, 2005, p. 11).
-
Com isso, para se construir a fonte em si, se fez necessário unir a referência proposta pelo nome, que é musical por natureza, com algo que fosse relacionado à música e a alguns elementos tipográficos, que também são, analogamente, musicais – na tentativa de extrair algum aprendizado na relação tipografia e música. Nesse sentido se justifica o uso das caricaturas de personalidades da Música Popular Brasileira, que por sua vez, devido ao fato de se utilizar de caricaturas, a fonte não poderia existir além da representação pictórica, ou seja, dos dingbats.
-
@ Frelo Design