13/08/2026
O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a adotar um novo protocolo nacional para o rastreamento do câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino. A estratégia utiliza o Teste Imunoquímico F***l (FIT), exame realizado a partir de uma amostra de fezes capaz de identif**ar pequenas quantidades de sangue oculto, que não podem ser percebidas a olho nu. A medida pode ampliar o acesso à prevenção e à detecção precoce para mais de 40 milhões de brasileiros.
O novo rastreamento é destinado a homens e mulheres de 50 a 75 anos que não apresentam sintomas e são considerados de risco padrão. Para esse público, a recomendação é realizar o teste a cada dois anos.
A novidade chama atenção pela simplicidade. A coleta pode ser feita em casa, utilizando um kit específico, e depois o material é encaminhado para análise. O exame não exige preparo intestinal nem dieta restritiva, o que pode facilitar a participação da população no rastreamento.
O FIT identif**a sinais de sangue nas fezes que podem estar relacionados à presença de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino. Segundo o Ministério da Saúde, o teste apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identif**ar possíveis alterações.
Resultado positivo não signif**a câncer
Um resultado positivo no FIT não signif**a que a pessoa esteja com câncer. O teste funciona como uma ferramenta de rastreamento. Quando é identif**ada a presença de sangue oculto, o paciente deve ser encaminhado para uma investigação complementar.
Nesses casos, a colonoscopia é utilizada para avaliar o intestino e identif**ar possíveis alterações. Durante o procedimento, também pode ser possível retirar pólipos, evitando que algumas dessas lesões evoluam para um tumor.
É justamente nessa etapa que a prevenção ganha importância. O câncer colorretal pode se desenvolver a partir de pólipos inicialmente benignos. Identif**ar essas alterações antes que elas avancem aumenta as possibilidades de tratamento e pode evitar o desenvolvimento da própria doença.