29/11/2023
Há um senso comum de que campanhas para vereador costumam ser as mais difíceis. São muitas as variáveis em jogo numa disputa em que, a grosso modo, cada eleitor conhece direta ou indiretamente pelo menos 5 candidatos.
Não surpreende então constatarmos que essas campanhas costumam ser as que reúnem o maior número de erros ou deslizes cometidos tanto por equipes, quando é possível tê-las, quanto pela inexperiência ou falta de planejamento.
Na complexa dança da política local, cada cidade tem seu próprio ritmo, contudo, o tamanho do eleitorado tem uma influência muito grande para a definição de um rumo mais claro para as campanhas.
Em cidades maiores, que ultrapassam os 200 ou 500 mil eleitores, observamos um cenário onde as ideias políticas ganham mais espaço. Os eleitores, imersos em diversas camadas de questões, tendem a ser mais influenciados por ideologias que moldam suas visões de futuro. Isso não significa que o voto é totalmente unilateral, mas sim que a ideologia desempenha um papel significativo na hora da decisão do voto para vereador.
Por outro lado, nas cidades menores, o pragmatismo reina. Os eleitores, estão mais conectados com questões locais imediatas, como a manutenção de ruas, a regularidade do transporte público, a garantia dos serviços básicos e a resolução de problemas palpáveis do seu dia a dia. Normalmente é isso que acaba moldando e influenciando as decisões de voto. Quem consegue um “tapa-buracos” acaba se sobrepondo a quem levanta bandeiras ideológicas ou discute grandes projetos.
Ao pensar uma campanhas eleitoral para o legislativo municipal, esse entendimento é essencial. Planejar conteúdo, formular propostas e se apresentar ao eleitorado requer uma sensibilidade aguçada para as nuances locais. Em cidades grandes, a abordagem ideológica pode ser uma carta valiosa na manga, enquanto em cidades menores, focar em soluções práticas pode ser a chave para conquistar a atenção.