15/03/2020
Você conhece a Geração Z?
Eles já são maioria entra nós. As estatísticas são baseadas em dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que utiliza 2000/2001 como divisão geracional.
Eles não conhecem um mundo que não seja digital e, nos EUA, são a geração mais diversa da história do país em termos raciais e étnicos.
“O principal fator que diferencia a geração Z dos millennials é um elemento de autoconsciência, em vez do egocentrismo”, comenta Marcie Merriman, diretora executiva da Ernst & Young, no relatório “Rise of gen Z: new challenge for retailers” (Ascensão da geração Z: novos desafios para o varejo). Segundo o texto, os millennials estavam “mais concentrados em como podem alcançar benefícios. Eles também recorriam aos outros na busca de soluções para problemas, enquanto os mais jovens naturalmente tentavam criar suas próprias soluções”.
Essa mudança demográfica é uma boa notícia para serviços de entrega, fabricantes de eletrônicos e para a economia de compartilhamento (serviços como Airbnb e Uber). Ao mesmo tempo, apresenta desafios para educadores, organizadores de eventos, marcas de luxo e até mesmo jogadores de golfe — jogo no qual a idade média dos praticantes passa de 50 anos nos EUA.
Estudos mostram que apenas 6% das transações feitas pela geração Z envolvem dinheiro. Este é preterido pelas transações digitais de serviços como Apple Pay e Venmo.
“Cada geração tem um conjunto singular de comportamentos e apresenta um conjunto único de desafios”, afirma um relatório da empresa de pesquisa Nielsen Holdings.
Na comparação baseada em dados da ONU, os millennials foram definidos como os nascidos entre 1980 e 2000, enquanto os membros da geração Z foram classificados como aqueles que nasceram a partir de 2001. O Departamento de Censo dos EUA também delimita as gerações no final de 2000.
Já os historiadores William Strauss e Neil Howe, criadores do termo millennials, usam 1982 e 2004 como os anos limites da geração. O Pew Research Center define aqueles nascidos entre 1981 e 1996 como millennials, um período de tempo também adotado pela Ernst & Young na pesquisa sobre a qual Merriman escreveu.