03/08/2026
Hoje, ver um logo estampado no peito de uma camisa parece algo completamente normal.
Mas nem sempre foi assim.
Na verdade, foi a Lacoste quem popularizou essa ideia.
Tudo começou em 1923, quando René Lacoste era um dos melhores tenistas do mundo.
Durante uma viagem aos Estados Unidos, o capitão da equipe francesa prometeu lhe dar uma mala de couro de crocodilo caso vencesse uma partida da Copa Davis.
Lacoste perdeu o jogo.
Mas a história chamou a atenção da imprensa americana, que passou a chamá-lo de "O Crocodilo", tanto pela aposta quanto por seu estilo de jogo persistente, que desgastava os adversários até o fim.
O apelido pegou.
Pouco tempo depois, René começou a bordar um pequeno crocodilo em seu blazer quando entrava em quadra.
Era apenas uma brincadeira.
Mas acabaria se tornando um dos símbolos mais valiosos da indústria da moda.
Naquela época, os tenistas jogavam usando camisas sociais de manga comprida, pesadas e desconfortáveis.
Incomodado, Lacoste desenvolveu sua própria camisa: uma polo de mangas curtas, feita em malha piquê de algodão, muito mais leve e respirável.
Ele estreou o novo modelo no US Open de 1926.
Quando se aposentou, em 1933, fundou a Lacoste e tomou uma decisão que parecia simples, mas era revolucionária.
Em vez de esconder a marca na etiqueta interna, colocou o crocodilo bordado do lado de fora da camisa.
Foi a primeira grande marca de roupas a transformar seu símbolo em parte visível do próprio produto.
Hoje isso parece óbvio.
Na época, era uma quebra completa dos padrões da indústria.
A partir dali, o logo deixou de servir apenas para identificar quem fabricava a roupa.
Passou a fazer parte do design — e, mais do que isso, da identidade de quem a vestia.
Nos negócios, as maiores inovações nem sempre nascem de uma tecnologia complexa.
Às vezes, elas surgem quando alguém decide desafiar um hábito que todo mundo considerava normal.