13/08/2026
Nesta quarta-feira, 12, durante evento da Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), em São Paulo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou mudanças no Programa Farmácia Popular.
As alterações estão detalhadas em uma portaria publicada nesta quarta-feira, 12, no Diário Oficial da União e envolvem a modernização dos sistemas usados pelo programa e novas ferramentas para acompanhar possíveis irregularidades.
O texto também prevê a criação de um grupo de trabalho para discutir a ampliação dos serviços oferecidos aos usuários.
Entre as possibilidades que serão avaliadas estão a oferta de exames, te**es rápidos e teleatendimento nas unidades.
“Queremos dar um salto ainda maior na modernização digital desse programa”, afirmou Padilha durante o evento.
Atualmente, o programa possui cerca de 28 mil farmácias credenciadas e oferece gratuitamente 41 itens, incluindo medicamentos para hipertensão, diabetes, asma, doença de Parkinson e glaucoma, além de fraldas geriátricas e absorventes. Veja aqui a lista completa.
Segundo o Ministério da Saúde, o programa está presente em mais de 4,9 mil municípios e, em 2025, atendeu 27,3 milhões de pessoas.
Fiscalização
O governo estuda ainda usar biometria e reconhecimento facial para identificar os usuários, como uma forma de reforçar a segurança e ajudar no combate a fraudes.
Outra mudança é a possibilidade de ampliar o número de farmácias credenciadas em regiões que ainda têm pouca cobertura do programa. Em nota, o Ministério da Saúde afirma que a expansão deverá priorizar áreas vulneráveis e periferias de grandes centros.
Exames
Um grupo de trabalho vai estudar a inclusão de exames de sangue e urina, te**es rápidos, teleatendimento e acompanhamento de pacientes nas unidades.
O teleatendimento poderá envolver médicos, enfermeiros e nutricionistas. A proposta é usar a estrutura do programa para acompanhar pessoas que precisam de tratamento contínuo, como aquelas com hipertensão e diabetes.
A expectativa é que as primeiras propostas sejam concluídas até o fim deste ano e possam começar a ser colocadas em prática a partir de 2027.