07/07/2026
Quando um casal briga sempre pela mesma coisa, quase nunca é só sobre o assunto da briga.
Não é só sobre atenção.
Não é só sobre reconhecimento.
Não é só sobre quem falou ou deixou de falar.
Muitas vezes, um está tocando exatamente na ferida do outro.
Um se sente rejeitado.
O outro se sente cobrado.
Um se fecha.
O outro insiste.
E assim o ciclo se repete.
Por isso, no atendimento de casal, eu costumo olhar além do problema atual.
Porque não adianta trabalhar apenas a briga de hoje, se cada um não entende a própria história emocional.
Às vezes, a desconfiança não nasceu nesse relacionamento.
Nasceu em uma traição anterior.
Ou lá atrás, quando a pessoa cresceu vendo o pai trair a mãe, a mãe sofrer calada, e aprendeu que amor também machuca.
E eu costumo dizer, até brincando:
quando uma ferida não é cuidada, o próximo relacionamento pode acabar pagando o preço.
A pessoa até quer amar diferente, mas reage com medo.
Quer confiar, mas se protege.
Quer conversar, mas ataca.
Quer ficar, mas se fecha.
Porque cada um chega na relação com um jeito de amar, de se defender, de sentir dor e de tentar sobreviver emocionalmente.
Quando cada um começa a entender de onde vem a sua ferida, a relação começa a sair do automático.
A conversa muda.
A reação muda.
O olhar sobre o outro muda.
Porque o casal só evolui quando os dois param de tentar vencer a briga e começam a entender o que aquela dor está tentando mostrar.
Se esse conteúdo fez sentido para você, salve este post.
Aqui eu te ajudo a entender seus padrões emocionais, olhar para a raiz da dor e viver relações muito mais leves e conscientes.
Créditos do vídeo: Danilo Melo