25/01/2024
Chega essa época do ano e é sempre a mesma coisa. Um assunto torna-se pauta “importante” na mídia e na vida de muita gente, o oscar. Essa premiação é considerada, por muita gente, o ápice do reconhecimento na indústria cinematográf**a. Entretanto, para mim a questão que se impõe é: por que continuamos a esperar por uma validação que, em sua essência, reflete uma visão limitada do que é o “verdadeiro talento no cinema” e possui uma notória tendência em celebrar predominantemente ícones brancos?
O oscar, ao longo dos anos, construíram-se como uma cerimônia de prestígio, exaltando o glamour de hollywood e criando deidades cinematográf**as muitas vezes inatingíveis para aqueles que não se enquadram nos padrões estabelecidos. Esses ícones brancos, elevados à categoria de deuses, não apenas representam um ideal estético, mas também perpetuam uma narrativa cultural que marginaliza as vozes e talentos diversif**ados que podem contribuir signif**ativamente para a riqueza do cinema.
Apesar de algumas mudanças pontuais nos últimos anos, a verdade é que a academia ainda reflete uma signif**ativa homogeneidade demográf**a, onde a maioria dos membros são homens, brancos e com uma faixa etária média em torno dos 60 anos. Essa composição, por si só, lança uma sombra, sobre a validade dos “eleitos como melhores”.
Para quem ainda segue depositando importância na validação desse prêmio, boa sorte, mas não contem comigo.
Beijos e bons filmes.