AlêPrates Design

AlêPrates Design Designer, ilustrador nas horas vagas, amante de música, teatro, séries e filmes. ;)

Chega essa época do ano e é sempre a mesma coisa. Um assunto torna-se pauta “importante” na mídia e na vida de muita gen...
25/01/2024

Chega essa época do ano e é sempre a mesma coisa. Um assunto torna-se pauta “importante” na mídia e na vida de muita gente, o oscar. Essa premiação é considerada, por muita gente, o ápice do reconhecimento na indústria cinematográf**a. Entretanto, para mim a questão que se impõe é: por que continuamos a esperar por uma validação que, em sua essência, reflete uma visão limitada do que é o “verdadeiro talento no cinema” e possui uma notória tendência em celebrar predominantemente ícones brancos?

O oscar, ao longo dos anos, construíram-se como uma cerimônia de prestígio, exaltando o glamour de hollywood e criando deidades cinematográf**as muitas vezes inatingíveis para aqueles que não se enquadram nos padrões estabelecidos. Esses ícones brancos, elevados à categoria de deuses, não apenas representam um ideal estético, mas também perpetuam uma narrativa cultural que marginaliza as vozes e talentos diversif**ados que podem contribuir signif**ativamente para a riqueza do cinema.

Apesar de algumas mudanças pontuais nos últimos anos, a verdade é que a academia ainda reflete uma signif**ativa homogeneidade demográf**a, onde a maioria dos membros são homens, brancos e com uma faixa etária média em torno dos 60 anos. Essa composição, por si só, lança uma sombra, sobre a validade dos “eleitos como melhores”.

Para quem ainda segue depositando importância na validação desse prêmio, boa sorte, mas não contem comigo.

Beijos e bons filmes.

Em um mercado cada vez mais competitivo, é essencial que as organizações/projetos busquem se diferenciar ao criar uma id...
17/07/2023

Em um mercado cada vez mais competitivo, é essencial que as organizações/projetos busquem se diferenciar ao criar uma identidade visual. Nesse sentido, o propósito exerce um papel fundamental na construção do logo, pois é essa energia intrínseca que alimenta a marca e estabelece conexões com o público.

Ao conhecer e entender seu propósito da organização/projeto, é possível extrair elementos-chave que servirão como inspiração para a construção do logo. Esses elementos podem estar relacionados aos valores, à visão de futuro, ao compromisso com a sustentabilidade ou a qualquer aspecto que seja fundamental para a identidade da marca. Essa tradução visual precisa ser cuidadosamente pensada para que a linguagem visual seja autônoma e coerente.

Uma vez que o público se identif**a com a energia que o propósito transmite, sentem-se mais engajados e ligados emocionalmente à marca. Dessa forma, o logo torna-se uma poderosa ferramenta de comunicação, capaz de atrair, fidelizar e inspirar pessoas.

A construção do logo é uma etapa crucial na definição da identidade visual de uma marca. O logo torna-se assim a materialização visual desse propósito, transmitindo a essência da marca, estabelecendo conexões emocionais com o público e impulsionando o engajamento interno.

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Vivemos em uma era em que as imagens estão onipresentes e desempenham um papel fundamental na construção e na mediação d...
16/06/2023

Vivemos em uma era em que as imagens estão onipresentes e desempenham um papel fundamental na construção e na mediação do nosso mundo. Com o advento da tecnologia digital e das redes sociais, elas ganharam uma centralidade cada vez maior em nossas vidas, afetando nossa percepção, nossa forma de nos relacionarmos e nossa compreensão da realidade.

Giselle Beiguelman em seu livro “Políticas da imagem – Vigilância e resistência na dadosfera”, argumenta que as imagens são agentes políticos, capazes de influenciar e moldar nossos reforços, nossas relações e posições no mundo. Elas não são apenas representações estáticas de algo, mas sim atores ativos na esfera pública. As imagens têm o poder de mobilizar emoções, de construir narrativas e de garantir ideologias.

Nesse sentido, imagens não são neutras, são alvo de disputas e tensões políticas, construções carregadas de signif**ados e interesses. Elas são espaços de disputas, onde diferentes vozes e visões de mundo se confrontam e se entrelaçam.

Não devemos ignorar o papel das tecnologias digitais na produção e circulação das imagens. Elas ampliaram as possibilidades de criação, disseminação e remixagem das mesmas, o que, por sua vez, intensif**a as disputas políticas em torno delas. A perspectiva de notícias falsas, a manipulação e os debates sobre privacidade e vigilância são apenas alguns exemplos dos desafios políticos relacionados às imagens na era digital.

Ao reconhecer a política intrínseca das imagens, torna-se fundamental desenvolver um olhar crítico e uma postura reflexiva em relação a elas. Devemos questionar quem as, quem as controla, como elas são utilizadas e com quais intenções. Ao fazermos isso, nos tornamos participantes ativos nas políticas da imagem, buscando ampliar o espectro de vozes e perspectivas representadas e lutando por uma maior diversidade e inclusão nas narrativas visuais que nos cercam.

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Um passeio pelos ritos e tradições do candomblé através da fotografia, essa é a proposta do livro “AWO - Luzes e sombra ...
05/06/2023

Um passeio pelos ritos e tradições do candomblé através da fotografia, essa é a proposta do livro “AWO - Luzes e sombra de uma religião em trânsito”. As imagens foram produzidas pelo fotógrafo baiano Iuri Marc e ilustram o cotidiano de dois terreiros baianos: o Ilê Axé Ewê, localizado na Fazenda Grande 1-Cajazeiras e o Ilê Asé Ojisé Olodumare, que f**a na vila de Barra do Pojuca, em Camaçari.

A obra fotográf**a apresenta a cultura religiosa em todos os seus aspectos, desde a cozinha ritualística, à preparação do vestuário, adornos e organização do espaço, até as manifestações de culto aos orixás. O livro conta ainda com textos produzidos pela escritora italiana, antropóloga e filha de santo, Marianna Soffiantino.

“Meu propósito foi transformar cada momento em poesia, eternizar através da fotografia os olhares, gestos e sorrisos em sinal de demonstração de fé, cuidado e devoção”, Iuri Marc.

Um projeto gráfico de um periódico vai além do simples aspecto visual, englobando a harmonia entre conteúdo e design, gerado em uma experiência de leitura agradável e impactante.

Além de atrair a atenção, o projeto gráfico também tem a função de organizar o conteúdo, tornando-o mais fluido e agradável. Elementos como tipografia, espaçamento, hierarquia visual e cores são cuidadosamente selecionados para transmitir a mensagem de forma clara e eficiente.

A identidade visual da revista também é moldada pelo projeto gráfico. Ela representa a personalidade da publicação e deve ser coerente com o seu público-alvo.

Para conhecer mais, acesse o link na bio, e depois me conta o que achou. 😉
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̧ãoCriativa

A arepa é um prato de massa de pão, feito com milho moído ou com farinha de milho pré-cozido, presente nas culinárias po...
02/06/2023

A arepa é um prato de massa de pão, feito com milho moído ou com farinha de milho pré-cozido, presente nas culinárias populares e tradicionais da Venezuela e Colômbia.

No mundo globalizado em que vivemos, a criação da identidade visual nem sempre é uma tarefa simples. Entretanto o desafio também me fascina. E foi assim que me vi diante a tarefa da desenvolver o logo da “Arepas Venezuelan Food”, desafiado e fascinado em criar algo que transitasse entre diferentes culturas.

Nesse contexto, a pesquisa desempenha um papel fundamental para criar um logo que seja autêntico, representativo e respeitoso tanto em relação à cultura venezuelana quanto à cultura brasileira.

Ao mergulhar no universo da cultura venezuelana, busquei compreender seus símbolos, cores, tradições e valores. Essa imersão permitiu entender um pouco mais da cultura e extrair elementos visuais que podessem ser incorporados ao logo, garantindo sua herança e respeito às raízes da empresa.

No entanto, durante processo é fundamental compreender que a empresa está estabelecida no Brasil, um outro território que também possui suas especificidades culturais e estéticas. Assim foi essencial trabalhar com sensibilidade e respeito, garantindo que a identidade visual não fosse ofensiva ou desrespeitosa em relação a nenhuma cultura envolvida e sim uma ponte entre elas.
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Em “Secretarias Municipais de Relações Internacionais no Brasil: um mapeamento nacional” a Profª Dra. Regina Claudia Lai...
31/05/2023

Em “Secretarias Municipais de Relações Internacionais no Brasil: um mapeamento nacional” a Profª Dra. Regina Claudia Laisner, nos apresenta um trabalho amplo, cuidadoso e analítico de mapeamento das secretarias municipais de relações internacionais por todo o país. Não se trata de uma obra meramente descritiva. Ela descreve os casos, mas já aponta para uma análise de suas ações e projetos dos vários municípios elencados. Analisando pontos positivos (empoderamento dos municípios enquanto atores subnacionais, constituídos nestas secretarias), mas também mantendo uma visão crítica de como, muitas vezes, estas mesmas secretarias e suas lideranças estão mais interessadas em "vender" a imagem da cidade, do que propriamente promover desenvolvimento, sobremaneira para seus cidadãos.

Nesse sentido acredito que a capa é uma janela para a história que se esconde nas páginas de um livro. Assim, quando falamos em concepção criativa de uma capa, meu objetivo enquanto designer é captar a essência do periódico e ao mesmo tempo despertar a curiosidade e interesse dos leitores pelo mesmo.

É uma imersão profunda em um universo específico, onde minha imaginação se entrelaça com a voz da pessoa que o escreveu. Um processo exploratório, onde busco encontrar uma combinação perfeita que transmita a essência do conteúdo e atenda as expectativas da/o/e autora/autor/autore.

Para conhecer mais sobre meu trabalho, acesse o link na minha bio, e depois me conta o que achou.

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̧ãoCriativa

Ao longo dos anos, aprendi que o sucesso de qualquer projeto criativo reside na habilidade de escutar e trocar ideias e ...
29/05/2023

Ao longo dos anos, aprendi que o sucesso de qualquer projeto criativo reside na habilidade de escutar e trocar ideias e experiências. Essa lição é especialmente fundamental quando se trata do processo de criação de logos. Como designer, compreendi que meu papel vai muito além de apenas desenvolver imagens esteticamente agradáveis; meu objetivo é criar uma identidade visual que dialogue com as especificidades e necessidades de cada cliente.

A primeira etapa, crucial, desse processo envolve a escuta ativa. Quando sou apresentado a um novo projeto de criação, mergulho de cabeça na essência do negócio, na visão e nos valores do cliente. A escuta cuidadosa me permite compreender suas necessidades, desejos e aspirações. Cada empresa tem sua própria história para contar, e meu trabalho é capturar essa essência em uma simbologia visual tangível condizente com a personalidade do negócio.

No entanto, a escuta não deve ser um processo unilateral. A troca de ideias é fundamental para o desenvolvimento de uma identidade visual ef**az. Ao envolver o cliente no processo criativo, crio um ambiente colaborativo onde ambos os lados podem contribuir com suas perspectivas e insights. A troca de conhecimentos, feedbacks e sugestões enriquece o resultado final e fortalece a parceria entre o designer e o cliente. Ao ouvir com empatia e manter uma comunicação aberta, posso extrair insights valiosos e transformá-los em elementos visuais estratégicos.

Em resumo, a importância da escuta e da troca no processo de criação de logos não pode ser subestimada. Essas práticas permitem a construção de uma parceria sólida, onde a compreensão mútua e a colaboração florescem. Por meio da escuta atenta e da troca de ideias, somos capazes de transformar conceitos abstratos em imagens poderosas, criando logos que não apenas agradam visualmente, mas também comunicam a identidade e os valores da marca de forma autêntica e impactante.

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Trazer a perspectiva, e a prática, decolonial para design não uma questão de moda, ou surfar na onda. É “um passo” funda...
27/05/2023

Trazer a perspectiva, e a prática, decolonial para design não uma questão de moda, ou surfar na onda. É “um passo” fundamental para criarmos novas possibilidades de comunicação, de formas de vida e de existência.

Ao longo da história, o design tem sido influenciado por ideologias e interesses que universalizam as formas de sentir, criar e imaginar com base na visão do homem branco ocidental. Perpetuando assim estereótipos, assimetrias culturais e desigualdades sociais. Nesse sentido o design decolonial procura romper com essa dinâmica, valorizando e ampliando as vozes e perspectivas de outros corpos, de outros saberes.

À vista disso a descolonização do pensamento e da prática do design envolve questionar os padrões estéticos e funcionais impostos pelo colonialismo, pelo capitalismo, pelo liberalismo e explorar alternativas que sejam culturalmente relevantes e socialmente justas. É uma abordagem crítica e reflexiva que busca desafiar e desmantelar as estruturas de poder, opressão e colonialismo presentes no campo do design. Signif**a desafiar a noção de que o conhecimento e a expertise em design são monopólio de determinadas culturas ou regiões do mundo, e reconhecer e superar as múltiplas formas de saber e fazer presentes nas comunidades marginalizadas.

Entretanto esse não é um processo fácil ou linear. Exige uma reflexão crítica contínua sobre nossas próprias práticas e suposições, além de um compromisso com analise de contextos, com a escuta, com a expansão, ou destruição, de fronteiras criativas. Requer uma abertura para aprender com diferentes culturas e uma disposição para desafiar e desconstruir ideias pré-concebidas.

Por conseguinte conseguimos abrir espaço para novas perspectivas, narrativas e formas de expressão, criando um campo criativo mais inclusivo, diverso e múltiplo.

A capa é a primeira expressividade de um livro, e por meio dela que inicialmente as pessoas dimensionam o livro. Ela per...
20/09/2022

A capa é a primeira expressividade de um livro, e por meio dela que inicialmente as pessoas dimensionam o livro. Ela permite a conexão entre a identidade da obra em torno da qual o leitor se conscientiza e a mobilização do comércio. É fundamental, dessa forma, vislumbrar no momento da concepção que além de dar a “cara” adequada ao conteúdo do livro, a capa reflete também tendências atuais e o contexto dentro do qual o livro se expõe.

A relação do público com o impresso, enquanto objeto, foi historicamente palco de várias transformações. Face à modif**ação constante dos contextos social, econômico e tecnológico, a capa foi-se reinventando enquanto suporte. Assim a forma como um livro nos é apresentada, reflete de certa forma um fragmento da nossa cultura, nossas influências, a nossa história, o nosso estilo de vida. Por isso, o trabalho de concepção de uma capa de livro, passa por pensar também nos consumidores, no público-alvo, na coletividade, nas reflexões que devem ser promovidas, e nos aspectos sociais que se pretende mobilizar.

A concepção da capa do livro “Regulação jurídica do corpo e tecnologias do poder”, da pesquisadora Maria Fernanda Battaglin Loureiro, faz parte da coleção "Justiça e Crítica Social", coordenada pelo .danilo.arnaut, junta a , do Rio de Janeiro.

O livro traz como tema central a problematização dos impactos das novas tecnologias e a regulação jurídica do corpo, tendo em vista a incidência da recente legislação sobre a proteção de dados pessoais no Brasil.

Para conhecer mais sobre meu trabalho, acesse o link na minha bio, e depois me conta o que achou.

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      ̧ãoCriativa         

Muito falada, a empatia, está na mesma página da inovação, comunicação e excelência, como palavras que muito se diz sobr...
07/09/2022

Muito falada, a empatia, está na mesma página da inovação, comunicação e excelência, como palavras que muito se diz sobre, mas pouco se sabe ao certo e menos ainda se pratica com efetividade. Não se trata de um exercício fácil nem glamouroso, porém, necessário para se viver em sociedade. Conhecida como “colocar-se no lugar do outro”, e mercantilizada como “foco no cliente", a empatia perde força quando não é acompanhada pelo respeito e pelo desejo legítimo de conectar-se mentalmente com o outro. Para isso, não basta ver e ouvir, é preciso sentir como o outro se sentiria, entender as especificidades de cada vivência.

Acredito que a empatia, se bem compreendida, pode ser, sim, um belo começo de generosa descoberta e transformação na maneira como resolvemos diariamente nossos dilemas, do mais simples ao mais complexo e desafiador. Porque, se produzir complexidade é nossa vocação, compreendê-la e resolvê-la é também nossa obrigação.

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Muritiba, BA

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