23/09/2026
Antes de qualquer coisa: esse conteúdo não é sobre candidato, partido, esquerda ou direita.
É sobre mídia paga.
Desde 16 de agosto, a propaganda eleitoral de 2026 está oficialmente permitida na internet. E, até 1º de outubro, também pode haver circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral online.
E estamos falando de bastante dinheiro entrando nesse mercado.
Até 8 de setembro, candidaturas já haviam registrado mais de R$ 50 milhões em impulsionamento nas redes sociais. Mais de R$ 30 milhões tinham a Facebook Serviços Online do Brasil como fornecedora.
Isso quer dizer que, se teu CPM, CPC ou custo por lead aumentou, a culpa é automaticamente das eleições?
Não.
Existem inúmeros fatores que influenciam o desempenho de uma campanha. Público, região, criativo, oferta, concorrência, objetivo e a própria qualidade da estratégia continuam fazendo diferença.
Mas existe também um contexto de mercado.
Anúncios disputam oportunidades de exibição. A própria Meta descreve sua entrega de anúncios como dinâmica e baseada em leilão, considerando diferentes critérios para decidir o que será exibido.
Por isso, um aumento relevante de investimento publicitário em um período concentrado pode aumentar a pressão competitiva em determinados públicos, regiões e oportunidades de exibição.
Não signif**a que todo mundo será afetado da mesma maneira.
Signif**a que, quando analisamos tráfego, não olhamos apenas para o número que apareceu hoje no Gerenciador.
O que está acontecendo fora da campanha também importa.
Contexto também é dado.
Fontes: Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dados de despesas eleitorais divulgados em 08/09/2026 e Meta for Business.