01/04/2023
E agora, José?
A SAGA DOS PROFESSORES CONTINUA...
Professores da rede municipal voltaram às ruas na manhã deste sábado para protestarem pelo pagamento do Piso Salarial do Magistério. De greve desde o dia 24 de março, o grupo de aproximadamente 50 educadores diz estar fora da sala de aula por causa do prefeito que prometeu, mas que não cumpriu compromisso feito com a classe.
Num pequeno trio elétrico, apostados de faixas de protesto e com muito barulho, os professores mostraram união e deixaram claro que a greve continuará até que haja um acordo. O presidente do Sindicato dos Servidores (Sindseno), José Carlos, fez questão de lembrar que na história houve muitas batalhas travadas para que hoje todos pudessem se beneficiar de alguns direitos, direitos esses que só foram válidos porque teve pessoas que fizeram o que [os professores] estão fazendo: lutando.
A professora Genilda Gomes aproveitou seu discurso para fazer referência a uma antiga fala do prefeito, dito logo quando o mesmo assumiu o governo: “O inicio do mandado foi marcado pelo provérbio ‘Quando o justo governa, o povo prospera’. Onde está o justo que até o momento não enviou as folhas de pagamento do [Fundeb] e notas de despesas em formato analítico para a Câmara de vereadores e para o Sindseno”? Questionou, ela, que também ouviu a colega professora “Panka”, destacar: "Um prefeito que não paga o ‘PIS’ é feio, mas um prefeito que faz compromisso, assina uma ata e depois não cumpre sua palavra é muito pior".
EIS QUE SURGE UM OUTRO DETALHE
𝐄𝐦 𝐯í𝐝𝐞𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐜𝐢𝐫𝐜𝐮𝐥𝐚 𝐩𝐨𝐫 𝐚𝐩𝐥𝐢𝐜𝐚𝐭𝐢𝐯𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐦𝐞𝐧𝐬𝐚𝐠𝐞𝐧𝐬 “𝐚𝐪𝐮𝐢 𝐝𝐚 𝐜𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞”, 𝐨 𝐩𝐫𝐞𝐟𝐞𝐢𝐭𝐨 𝐍𝐨𝐫𝐦𝐚𝐧𝐝𝐞𝐬 𝐚𝐩𝐚𝐫𝐞𝐜𝐞 𝐟𝐚𝐥𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐮𝐦 𝐠𝐫𝐮𝐩𝐨 𝐝𝐞 𝐩𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚𝐬. 𝐃𝐞 𝐚𝐜𝐨𝐫𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐢𝐧𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚çõ𝐞𝐬, 𝐨 𝐯í𝐝𝐞𝐨 é 𝐝𝐞𝐬𝐬𝐚 𝐬𝐞𝐱𝐭𝐚-𝐟𝐞𝐢𝐫𝐚 (𝟑𝟏) 𝐞 𝐭𝐫𝐚𝐭𝐚𝐯𝐚-𝐬𝐞 𝐝𝐞 𝐮𝐦𝐚 𝐫𝐞𝐮𝐧𝐢ã𝐨 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐞 𝐨 𝐞𝐱𝐞𝐜𝐮𝐭𝐢𝐯𝐨, 𝐟𝐮𝐧𝐜𝐢𝐨𝐧á𝐫𝐢𝐨𝐬 𝐝𝐚 𝐩𝐫𝐞𝐟𝐞𝐢𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐞 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐧𝐬 𝐩𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐞 𝐚𝐥𝐮𝐧𝐨𝐬. 𝐍𝐨 𝐯í𝐝𝐞𝐨, 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐚𝐫𝐞𝐜𝐞 𝐭𝐞𝐫 𝐬𝐢𝐝𝐨 𝐟𝐞𝐢𝐭𝐨 à𝐬 𝐞𝐬𝐜𝐨𝐧𝐝𝐢𝐝𝐚𝐬, é 𝐩𝐨𝐬𝐬í𝐯𝐞𝐥 𝐯𝐞𝐫 𝐨 𝐩𝐫𝐞𝐟𝐞𝐢𝐭𝐨 𝐟𝐚𝐳𝐞𝐧𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐚𝐬 𝐞 𝐦𝐨𝐬𝐭𝐫𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐬𝐮𝐩𝐨𝐬𝐭𝐨𝐬 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚𝐜𝐡𝐞𝐪𝐮𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐟𝐮𝐧𝐜𝐢𝐨𝐧á𝐫𝐢𝐨𝐬.
Os professores não deixaram barato e falaram sobre o tal encontro. A professora Cacilda, logo lembrou que existe um acordo registrado em ata e assinada por todos, com garantias de que o executivo se comprometeu em pagar o piso proporcional. Em seguida, Cacilda não poupou palavras para falar da tal reunião em que o prefeito teria mostrado contracheques de professores. Segundo ela, foi uma covardia e que o prefeito quer denegrir a imagem deles ao mostrar contracheques de quem tem 24 anos de serviços somando, então, vários quinquênios. “Deveria mostrar um contracheque de um designado que tem salário básico”, disse Cacilda, ao concluir: “Tem contracheques mais interessantes para mostrar. Por que não mostraram o contracheque de quem só vem [aqui no município] para receber?”.
O professor Elmiro também falou sobre o assunto e destacou que o prefeito mostrou que não tem ética ao expor contracheques de professores. “Quando ele fez juramento, jurou ética também. Numa reunião convidou, a dedo, alguns pais e excluiu os demais. Covardia, pois às vezes as pessoas não tem conhecimento sobre o assunto e ele inventa qualquer lorota”, diz o professor que também viu seu colega Fabiano considerar: “Eu fico com vergonha em morar numa cidade tão pequena onde o representante tem a capacidade de reunir meia dúzia de pais para expor a vida profissional do professor. Ele teria que estar procurando a nossa classe para discutir, para solucionar um problema”, disse o professor ao considerar, ainda, que um prefeito quando eleito ele toma a posição de líder e a posição de um líder e juntar, unir as pessoas.