29/12/2015
Hoje foi um daqueles dias inexplicáveis. PQP! É 29! Me lembra muita coisa ruim e muitas coisas ruins aconteceram nesse dia. Perdi um irmão de sangue em 1998. Era agosto e o dia não era 29, mas 28. A sequência daquele 28 foi f**a. Como está sendo f**a esse 29. Reencontrei o Julinho há dois anos. Foi uma conversa rápida cheia de gargalhadas e lembranças boas, Ali a gente iniciava o ambicioso projeto da Upweb Brasil, no meio da rua, ele na moto e eu indo visitar cliente. Nas nossas cabeças começou lá nos nossos 11/12 anos, quando a gente fez um trabalho da escola sobre meio ambiente e fomos premiados pela UNICEF. Ganhamos duas agendas iguais e uma carta do representante da UNICEF, além de uma placa. Era a certeza do sucesso de nossa parceria desde a infância.
É difícil falar desse cara hoje porque os últimos dias dele foram aqui em casa: "Faz o café, que eu tô levando a bengala!". Rindo, brincando e fazendo hora o tempo todo. E eu meio que preocupado por causa da sua condição de saúde e porque parecia que ele queria ir pras todas farras recentes que pudesse nesse perído: Flávio José no Kukuya, o aniversário da D. Felismina Macambira, a vaquejada no Gado dos Ferros, Forró no Sítio Siqueira, o show do Iron Maiden e outros.
Estava feliz, apaixonado. Tinha a impressão de que tudo isso era porque ele sabia que estava perto de ir pra mais perto de Deus. E fazia medo todo dia a Rose Soares, brincando quando saia daqui de casa sobre o caminho que fazia.
Cara, sei que você está bem agora! Acabou a dor, acabou o sofrimento. O que eu posso fazer é continuar seu trabalho. Não do jeito que você fazia, pois acho que não posso fazer melhor que você. Tu vai fazer uma falta do ca***ho na hora de decidir as coisas.
Obrigado Irmão!
Valeu Chaaapaa!!!