12/09/2022
Você já contratou com preguiça?
Eu já.
Nós contratamos por uma razão: precisamos de mais braços pra entregar mais na nossa empresa.
Mas no momento da contratação — principalmente quando ainda não somos grandes a ponto de ter pessoas dedicadas a isso e precisamos, nós mesmos, realizar o processo — deixamos de observar aspectos importantes, não por não sabermos da sua importância, mas por preguiça.
Preguiça de entrevistar mais um candidato, preguiça de avaliar mais alguns currículos, preguiça de continuar sem aquele braço a mais dentro da empresa. Preguiça, essa é a real palavra, usar outra só serviria pra minimizar um pouco a imagem real da coisa.
A nossa mente sempre vai buscar poupar esforços. Fazer mais do que o mínimo pra sobreviver não é natural, naturalmente somos feitos pra empenhar sempre a menor quantidade de esforço em tudo.
A preguiça é consequência disso.
E é esse ‘poupar esforços’ que nos faz contratar com poucos critérios.
No meio do caos do negócio e com pressa pra resolver, pensamos “essa pessoa consegue fazer o trabalho? Se sim, então vou contratar”
Dá trabalho avaliar aspectos de fit cultural, objetivos pessoais alinhados ao que a empresa pode proporcionar, características emocionais compatíveis com o cargo, valores pessoais alinhados com os valores do negócio, entre vários outros detalhes relevantes.
Até mais relevantes do que o conhecimento técnico, no médio e longo prazo.
Porque não são detalhes aprendidos, são características pessoais quase que imutáveis e que impactam fortemente o quão bem essa pessoa vai performar dentro do negócio e o quanto o negócio trará a satisfação profissional que essa pessoa busca.
Sem esse alinhamento, só haverá frustração de ambas as partes.
E é aí que pagamos o preço da energia poupada na contratação.
Eu já paguei esse preço. No nosso negócio, em um mercado rápido e competitivo, ambição pessoal e desejo de ser melhor a cada dia são essenciais, estagnação é um obstáculo e nós aprendemos isso na prática, contratando rápido, tapando buracos e ignorando critérios primordiais.
Hoje, esse erro se transformou em aprendizado e virou um degrau na nossa trajetória de crescimento.