22/05/2026
🚨 PF INVESTIGA ESQUEMA DE TRÁFICO DE PESSOAS E TRABALHO ESCRAVO EM PINHEIRAL E RESENDE
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (21) a Operação Juro Zero, uma ação que investiga um grave esquema de tráfico de pessoas, trabalho análogo à escravidão e agiotagem nos municípios de Pinheiral e Resende, no Sul Fluminense.
Segundo a investigação, cidadãos colombianos teriam sido atraídos ao Brasil com promessas de emprego no setor de turismo. As passagens aéreas das vítimas eram financiadas pelo grupo investigado, criando uma dívida que posteriormente seria usada como mecanismo de controle e exploração.
De acordo com a Polícia Federal, ao chegarem ao país, os imigrantes encontravam uma realidade completamente diferente da prometida. As vítimas passaram a viver em condições degradantes, consideradas incompatíveis com a dignidade humana, caracterizando indícios de trabalho análogo à escravidão.
As investigações apontam ainda que o grupo suspeito atuava em um esquema de agiotagem. Os colombianos seriam utilizados na cobrança de dívidas, muitas vezes mediante ameaças e violência.
Durante a operação, agentes federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão expedidos pela 3ª Vara Federal de São João de Meriti. Até o momento, ninguém foi preso. A ação busca reunir provas para identificar todos os envolvidos e individualizar as responsabilidades dentro da organização criminosa.
As denúncias que deram origem à investigação partiram das próprias vítimas, que relataram terem sido enganadas por falsas promessas de trabalho e melhores condições de vida no Brasil. A PF também informou que existem indícios de outros cidadãos colombianos vivendo na mesma situação na região.
O caso chama atenção pela gravidade dos crimes investigados e reforça o alerta para práticas criminosas de exploração de imigrantes, uma realidade que infelizmente ainda existe em diversas partes do país. O tráfico de pessoas é considerado uma das violações mais graves dos direitos humanos, frequentemente associado à exploração laboral, servidão por dívida e violência psicológica e física.
A Operação Juro Zero segue em andamento e novas fases da investigação não estão descartadas.