10/09/2025
Seres do underground, um lançamento direto da França chegou! O Mortal Scepter, de Dunkirk, nos presenteia com seu segundo álbum de estúdio, Ethereal Dominance, uma obra que não apenas honra as raízes do death/thrash metal do final dos anos 80, mas também solidifica a banda como um dos nomes mais vitais da cena underground atual. Lançado pela Xtreem Music, este trabalho é um testemunho da evolução de um grupo que aprendeu a refinar sua fúria sem perder a essência.
A primeira coisa que impressiona em Ethereal Dominance é a sua produção. Comparado ao seu predecessor, Where Light Suffocates, este álbum soa mais limpo e nítido. No entanto, não se engane: a crueza e a agressividade continuam intactas. A clareza permite que os riffs, a espinha dorsal do som do Mortal Scepter, sejam ouvidos em toda a sua complexidade. A banda consegue um equilíbrio perfeito, misturando a precisão técnica do thrash metal com a densidade visceral do death metal, sem que um ofusque o outro.
Os vocais de D.L.G. são um ponto alto. Sua performance vocal é uma mistura de gritos roucos e urros infernais que ecoam a ferocidade de bandas lendárias como Possessed e Massacra, enquanto os riffs da dupla de guitarristas te levam em uma viagem através da escola alemã de thrash (pense em S***m e Kreator). Faixas como "Blindsight" e "Omegacide Deadrays" são exemplos perfeitos do que o Mortal Scepter faz de melhor: um ataque sônico implacável, com mudanças de tempo e solos caóticos que mantêm o ouvinte em suspense.
A seção rítmica, impulsionada pela bateria precisa de K.L.P. e o baixo pulsante de V.A.G., é a fundação que sustenta a violência controlada das guitarras. Eles criam uma parede sonora que é ao mesmo tempo sólida e fluida, permitindo que a banda explore passagens atmosféricas e solos intrincados.
Em conclusão, Ethereal Dominance é um álbum essencial para qualquer fã de metal extremo. É um trabalho que não se contenta em apenas imitar o passado; ele o abraça, o destrói e o reconstrói à sua própria imagem. O Mortal Scepter prova que a cena underground francesa continua a produzir bandas de alta qualidade que podem competir com os grandes nomes do gênero.