20/03/2026
Artigo by | UX Strategist
Como a IA mudou a forma como eu faço protótipos
Essa semana, meu filho me perguntou se o que eu estava fazendo era muito difícil. Enquanto mostrava a ele, fiquei refletindo sobre como o meu processo atual é diferente de 10 anos atrás.
Comecei minha carreira como programador e depois migrei para UX. Graças à experiência com código, sempre gostei de levar os protótipos ao limite, deixando-os o mais próximo possível da versão final. O objetivo era dar clareza de funcionamento tanto para os te**es com usuários quanto para a equipe de desenvolvimento.
Nos últimos meses, tenho usado vibe coding não apenas para simular interações, mas também para descobrir alternativas mais leves e explorar soluções que eu nunca teria imaginado.
No meu fluxo de trabalho, ferramentas como Codex e Gravity atuam como um colega programador extremamente paciente: sempre disposto a ouvir minhas ideias, debatê-las e testá-las.
É verdade que, às vezes, a IA exagera e age como se eu já quisesse um sistema pronto para produção. Mas a velocidade e a qualidade que tenho hoje para validar ideias, sem escrever código do zero ou sofrer por um bug (como aquela } esquecida que desperdiçava 20 minutos de debug), me fazem pensar: qual é o futuro disso?
A Inteligência Artificial já faz parte da vida de muita gente (alguns nem sabem que estão usando!), e ainda não conhecemos todos os impactos a longo prazo.
Em UX, o ganho imediato é claro: a velocidade para dar vida as ideias. O que antes apenas imaginávamos como seria, agora testamos na prática, em minutos. Mas, essa velocidade traz um risco: o de pular etapas de pesquisa e ir direto para a interface prototipada, rápida e "bonitona".
A interação na tela é a última etapa. Para sabermos como esse contato será recebido pelas pessoas, precisamos antes entender o porquê e para quem estamos criando. Isso nunca pode sair do radar.