Angola Comunicação

Angola Comunicação Agência de comunicação de causas, feita por mulheres do Nordeste, que impulsiona processos de mobilização social.

Celebrar a Caatinga é celebrar a biodiversidade e a resiliência do clima e das pessoas que convivem com o Semiárido bras...
28/04/2026

Celebrar a Caatinga é celebrar a biodiversidade e a resiliência do clima e das pessoas que convivem com o Semiárido brasileiro. A Caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro e que se localiza quase que inteiramente na região Nordeste do Brasil, mas também no Sudeste, em Minas Gerais.

Aqui na Angola Comunicação a gente trabalha há muito tempo com organizações que lutam pela valorização dos territórios e das pessoas que o fazem e trabalham no bioma Caatinga para que a imagem de limitações seja substituída pelo que a Caatinga é: rica, sociobiodiversa, culturalmente expansiva, lugar de conhecimento.

Hoje, no Dia Nacional da Caatinga, a gente reverencia os povos e populações da Caatinga, que elaboram soluções climáticas, gente criativa e uma vegetação inteligente e incrível!

Se tem uma coisa que a gente adora é facilitar processos formativos. E esse ano a gente tá que tá nessa área!Estivemos e...
27/04/2026

Se tem uma coisa que a gente adora é facilitar processos formativos. E esse ano a gente tá que tá nessa área!

Estivemos em Caravelas, no Sul da Bahia, para um dia de Oficina de Comunicação e Produção Audiovisual. Fortalecer a atuação de comunicadores e comunicadoras locais é um dos compromissos do , e da gente também.

Em março, estivemos com jovens e lideranças que atuam na Região de Abrolhos, primeiro Parque Nacional Marinho do Brasil e uma das poucas Áreas Marinhas Protegidas (AMPs) brasileiras. Um grupo de 24 pessoas que atuam no território a partir de diferentes perspectivas: comunicação, pesca artesanal, divulgação científica, entre outras. A oficina trabalhou narrativas, produtos audiovisuais e planejamentos para as redes sociais e, junto com a equipe de Comunicação do WWF-Brasil, também trouxe dados e informações sobre as AMPs.

O principal objetivo foi incentivar a produção de conteúdo local sobre o território e sobre Áreas Marinhas Protegidas. Fortalecer essas pessoas a contarem suas próprias histórias, utilizando técnicas de comunicação para expandir o alcance delas nas redes sociais.

A oficina foi realizada pelo Coletivo Abrolhos para Sempre, com execução da Angola Comunicação com apoio do WWF-Brasil, do Movimento Cultural Artemanha e da Associação de Moradores, Pescadores e Marisqueiras de Barra de Caravelas (AMPMBC).

Ter uma comunicação que age além das urgências possibilita tomar controle sobre a narrativa que cada organização trabalh...
24/04/2026

Ter uma comunicação que age além das urgências possibilita tomar controle sobre a narrativa que cada organização trabalha e se dedica. E saber falar sobre si gera a confiança necessária para uma boa captação de recursos.

Juntas com a , estamos mergulhando no universo que une a comunicação e a captação de recursos com a proximidade que é necessária para orientar organizações do terceiro setor em suas atuações. Isso acontece através do Projeto Aurora, que une instituições que atuam por direitos a partir de diferentes trajetórias e atuações.

Quem assina nossa newsletter recebeu algumas dicas de como começar a olhar para o campo da comunicação de forma mais estratégica. Se você ainda não assina a nossa Fuá, acesse o link que está na nossa bio.

É aquilo que a gente tá sempre reforçando: o básico, feito com regularidade e intenção, faz mais pela sustentabilidade de uma organização do que qualquer campanha pontual de alto custo.

Esse Mulheres que Transformam é bem especial! Guadalupe Freitas foi uma mulher negra, nordestina, mãe, avó, advogada e a...
22/04/2026

Esse Mulheres que Transformam é bem especial! Guadalupe Freitas foi uma mulher negra, nordestina, mãe, avó, advogada e ativista muito importante para que a Angola Comunicação hoje existisse.

Maria Guadalupe Freitas de Oliveira nasceu no Piauí e foi lá que iniciou o trabalho voluntário nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da Igreja Católica. Foi através desse envolvimento que Guadalupe foi se engajando em organizações sociais ligadas ao campo da esquerda na luta pela democracia e pelo fim da Ditadura Civil-Militar que o Brasil viveu.

Em 1986, Guadalupe chega ao Recife grávida de Catarina de Angola, fundadora e diretora-executiva aqui da Angola Comunicação. Além de Catarina, Guadalupe também é mãe de mais dois filhos: Samora Machel e Ricardo Vandré Trótski. E é avó de Tereza de Angola.

Chegando em Recife, Guadalupe fez parte da ocupação que deu origem ao bairro de Roda de Fogo. Integrou-se e liderou a luta por moradia nesta região por muitos anos. Só em 2013 que a regularização fundiária foi realizada. Também foi no Recife que Guadalupe se formou em Direito e atuou enquanto advogada popular.

Foi nesse cenário que Catarina de Angola foi vendo e sentindo a importância dos movimentos e das organizações sociais para a garantia de dignidade das pessoas negras e pobres. Foi sendo testemunha da movimentação da mãe que Catarina também se movimentou e aprendeu na prática o que é a comunicação popular. A vida seguiu repleta de novas histórias, dentre elas o nascimento da Angola Comunicação.

Em 2024, Guadalupe recebeu a medalha Olegária Mariano, maior comenda para mulheres por parte da Câmara Municipal do Recife, pela sua contribuição na luta pelo direito à moradia na cidade.

Não é a primeira vez que falamos sobre Guadalupe no , mas é a primeira vez que falamos dela em memória. Neste mês a gente completa 1 ano de seu encantamento e essa é uma singela homenagem e agradecimento pela sua inconformação com as injustiças sociais, que seguirá rendendo bons frutos.

Guadalupe Freitas, presente!

Chegamos ao segundo trimestre do ano! E se a gente quer chegar ao fim do ano com os resultados que a gente desejou lá no...
10/04/2026

Chegamos ao segundo trimestre do ano! E se a gente quer chegar ao fim do ano com os resultados que a gente desejou lá no começo é preciso parar pra avaliar a trajetória que está sendo trilhada até agora.

Pode parecer que é pouco tempo, mas é possível que as prioridades tenham mudado e novas urgências tenham tomado espaço internamente na organização que a gente faz parte. Parar e avaliar é garantir nosso compromisso com os resultados que esperamos celebrar ao fim do ano!

✨️ Assine a Fuá, a nossa newsletter quinzenal, no link que está na bio.

Contribuir para a garantia de direitos também é coisa nossa! Junto com a campanha Nem Presa Nem Morta  e o Coletivo Femi...
09/04/2026

Contribuir para a garantia de direitos também é coisa nossa!

Junto com a campanha Nem Presa Nem Morta e o Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde ( ) e a organização IPAS ( ), criamos a campanha Para o Ab**to Legal a Defensoria Pública é Um Canal. O principal objetivo foi a divulgação da pesquisa realizada que investigou como as Defensorias Públicas atuam para garantir o direito ao ab**to legal a quem precisa.

Além de demandar direitos, é preciso garantir o que já está em lei. E é aí que entra o ab**to, que no Brasil é permitido em três casos, mas que muitas vezes as pessoas que precisam não são asseguradas de conseguir fazer o procedimento.

Para alertar sobre isso, partimos do planejamento de campanha que gerou o mote “Para o ab**to legal a Defensoria Pública é um canal”. A partir dele, criamos a identidade visual, conteúdo para redes em texto e vídeo. Também fizemos a diagramação do estudo que dá base para a campanha e para a criação do site que traz informações mais detalhadas sobre o processo de pesquisa e os resultados encontrados. Além de recomendações, sobretudo, para profissionais das Defensorias de todo o país.

Acesse as redes sociais das organizações e o site caminhosdoab**tolegal.org.br e saiba mais!


**toLegal

Antes da discussão sobre tecnologia, inteligência artificial e desigualdades sociais estarem tão em alta, já tinha gente...
08/04/2026

Antes da discussão sobre tecnologia, inteligência artificial e desigualdades sociais estarem tão em alta, já tinha gente falando sobre isso nos meios acadêmicos, na internet e nas comunidades. E hoje trazemos uma delas para o Mulheres que Transformam: Nina da Hora!

Cientista da computação, pesquisadora, mulher negra e LGBTI+. Nina já alertava sobre como a urgência de que mais pessoas negras e LGBTI+ ocupassem e se apropriassem da área da tecnologia.

A partir de seu trabalho, Nina já foi reconhecida em listas como a Forbes Under 30 e 100 mulheres pesquisadoras mais importantes do mundo na área de ética em inteligência artificial (2020) e a (2023). Também criou o Instituto da Hora, onde promove formação e incidência política sobre temáticas como Inteligência Artificial, segurança digital e governança na internet. Além de estimular que mais pessoas negras se insiram na área.

Nina é mestranda em ética pela UNICAMP e já ministrou cursos, palestras e participou de muitas entrevistas disponíveis em diversos podcasts, como o Fio da Meada, da Rádio Novelo. Em todas essas oportunidades, Nina reforça a importância de enxergar os impactos dos avanços tecnológicos na vida social.

Para acompanhar basta seguir nas redes sociais: e .

Trabalhar com a pauta ambiental não é novidade pra gente, e o  nos trouxe a oportunidade de trabalhar com a pauta ambien...
06/04/2026

Trabalhar com a pauta ambiental não é novidade pra gente, e o nos trouxe a oportunidade de trabalhar com a pauta ambiental a partir do oceano!

Tem sido uma experiência muito rica pra gente contribuir também nessa frente de luta. Um dos primeiros trabalhos foi a criação da identidade visual completa do coletivo Abrolhos Para Sempre, um coletivo de organizações que atuam nessa que é uma das poucas Áreas Marinhas Protegidas do Brasil. Essa é uma região que é considerada um hotspot de sociobiodiversidade, ou seja, habitat natural e local seguro para muitas espécies de animais e plantas se desenvolverem sem riscos.

E a idéia é que existam mais locais como esse pelo país e pelo o mundo. A luta é pela criação e ampliação das Áreas Marinhas Protegidas no Brasil, em alinhamento com a agenda global 30x30, que prevê 30% de áreas preservadas até 2030. A gente tá junto com o WWF Brasil nessa!

Para a criação dessa identidade visual, foram feitas escutas com as organizações que compõem o coletivo e também um mergulho sobre a importância desse lugar para o mundo, mas também para as pessoas, animais e vegetações que fazem Abrolhos.

📖 Contar a história da humanidade desde o colonialismo até agora é também contar sobre quem sustenta o chamado Primeiro ...
30/03/2026

📖 Contar a história da humanidade desde o colonialismo até agora é também contar sobre quem sustenta o chamado Primeiro Mundo a partir de muito suor e sangue (dos outros). E o mês de março é um mês importante para isso.

✊🏿 Para organizações e grupos do movimento negro, estamos no Março de Lutas. Uma agenda que endossa a importância do dia 21, Dia Internacional para a Eliminação Racial, que existe em homenagem às vítimas do Massacre de Shaperville, na África do Sul, em 1960. Um protesto pacífico contra uma das leis impostas aos negro pelo Apartheid onde 69 pessoas foram assassinadas, mais de 180 ficaram feridas pela polícia e que tomou proporções de discussões internacionais sobre o regime.

🇧🇷 No Brasil, Cida Bento é uma das pesquisadoras de maior destaque quando o assunto é estudar as pessoas brancas. Elas, que por muito tempo se mantiveram fora das discussões das relações étnico-raciais por terem se autodenominadas como figura universal.

➡️ Em o Pacto da Branquitude, livro publicado em 2022 mas que traz uma temática que ela estuda há mais tempo do que isso, Cida facilita que mais pessoas - brancas e não-brancas - tomem conhecimento do que é a branquitude e como essa é uma posição política favorece a vida até de pessoas brancas pobres. Falar e agir sobre discriminação racial e racismo é para toda pessoa que se move. Seja qual raça, credo, orientação sexual ou preferência alimentar.

Junto com o Instituto de Políticas Sustentáveis do Maranhão ( ) temos trabalhado em estratégias para o fortalecimento de...
26/03/2026

Junto com o Instituto de Políticas Sustentáveis do Maranhão ( ) temos trabalhado em estratégias para o fortalecimento de comunidades quilombolas maranhenses. E a gente começou por aqui: a identidade visual do encontro formativo para agentes culturais do Quilombo do Capoeirão foi a nossa primeira ação conjunta.

Temos um trabalho contínuo para o fortalecimento da comunicação dentro e fora das redes do instituto e também do sentimento de pertença das pessoas do território!

Em fevereiro, estivemos imersas num momento importante da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA  ) a retomada do Prog...
17/03/2026

Em fevereiro, estivemos imersas num momento importante da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA ) a retomada do Programa Sementes do Semiárido, que evidencia a importância da conservação da agrobiodiversidade da região e do papel das Sementes Crioulas na garantia da segurança alimentar e nutricional e para a convivência com o Semiárido.

Foram 7 anos de paralisação do programa e o nosso papel nesse encontro que marcou a retomada, com cerca de 130 participantes, foi na facilitação e relatoria. O Encontro Agrobiodiversidade no Semiárido foi um espaço que recebeu organizações de toda a região, em debates que reforçaram a importância da integração e na incidência nas políticas públicas.

As sementes crioulas carregam autonomia, preservam a história alimentar das regiões e marcam a importância da agricultura familiar para preservação da agrobiodiversidade, mas também na produção de alimentos.

Fotos: Angola Comunicação

Ser uma mulher na ciência não é fácil. Ser uma mulher na ciência e ser internacionalmente reconhecida, muito menos. O Mu...
13/03/2026

Ser uma mulher na ciência não é fácil. Ser uma mulher na ciência e ser internacionalmente reconhecida, muito menos.

O Mulheres que Transformam hoje traz a física brasileira Márcia Barbosa, que além de ter uma trajetória de pesquisa importante sobre anomalias da água e de agir ativamente pela entrada e permanência de mulheres na Ciência, também assume a reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A mesma universidade onde cursou a graduação, mestrado, doutorado e seu primeiro pós-doutorado em física. Posteriormente, Márcia realizou outros dois em universidades estrangeiras.

Sua trajetória acadêmica começou em 1981 e de lá até os dias de hoje, o machismo não deu folga. Recentemente, a reitora relatou que desde que assumiu a gestão da universidade, as ofensas ganharam nova roupagem através das redes sociais. O alvo deixou de ser somente o seu intelecto e passou a ser também a sua aparência. Mas até essa onda de ataques misóginos virou pesquisa. Márcia tem observado essa movimentação desde 2024 e prometeu contar mais sobre isso nos próximos anos.

Enquanto isso, seguiremos fortalecendo pesquisadoras que fazem a diferença no cenário científico no Brasil e no mundo.

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