21/04/2025
Hoje o mundo se despede de um homem que, mais do que papa, foi pastor de almas.
Francisco foi diferente. Não usou a p***a do cargo como coroa, mas como cruz. Preferiu a poeira dos caminhos ao brilho dos palácios. Desceu do trono e caminhou entre os pobres, os doentes, os refugiados, os esquecidos. Escolheu o cheiro das ovelhas ao perfume do poder. Escolheu a misericórdia à condenação.
Sim, eu sei vão dizer: "Estefânia, mas você não era evangélica?"
Já fui. Mas há cinco anos, no momento em que mais precisei de acolhimento, quando me divorciei, fui tratada como ré não por ter errado, mas porque o dinheiro falou mais alto. Fui vítima, mas me colocaram como culpada.
Os mesmos que pregavam amor, se calaram. Julgaram-me no silêncio lucrativo. E ali eu compreendi: religião que se curva ao dinheiro e vira o rosto para a dor, não representa o Deus em quem eu creio.
Francisco me fez voltar a acreditar numa fé que abraça. Representou, com suas atitudes, o Cristo vivo aquele que andava com os pecadores, que lavava os pés dos simples, que via os invisíveis.
Que venha um novo papa. Mas que venha com o coração de Cristo.
Porque o mundo não precisa de mais líderes com títulos.
Precisa de líderes com amor. Como Ele.