27/05/2020
“Quem imaginou que surgiria uma pandemia do nada?”, questiona Sharon Azulay, diretora criativa da BlueMan. “Esse novo coronavírus não estava no roteiro da vida de ninguém.” Diante da realidade imposta pela Covid-19, a estilista precisou reescrever o script de 2020, concentrando toda sua energia no universo digital. Virou, inclusive, vendedora on-line da própria marca, espalhando um cupom de desconto na internet. “Além da nossa equipe fixa, selecionamos mais 30 pessoas para nos ajudar nessa missão. Elas têm códigos e recebem um percentual da venda para fazer o trabalho. Em momentos desafiadores, é necessário estarmos atentos para acompanhar as tendências do mercado.”⠀
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Assim como a BlueMan, muitas grifes estão apostando em cupons para movimentar o caixa e driblar a crise causada pelo Sars-CoV-2. Com 74 lojas fechadas, a Farm está totalmente focada nesse tipo de ação. Há milhares de funcionários do Grupo Soma, do qual a etiqueta faz parte, empenhados em entregar bons resultados. “Fomos os primeiros a lançar o código de vendedor, isso lá em 2013. ⠀
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Foi a maneira que encontramos de acabar com a competição entre os pontos físico e virtual, já que nossos colaboradores passaram a ganhar comissões”, conta Marcello Bastos, sócio-fundador da marca. “Com a quarentena, dobramos nossa audiência e, com a ajuda dos cupons, estamos faturando no e-commerce cerca de R$ 1 milhão por dia. Em fevereiro, antes do distanciamento, a média era de R$ 420 mil.”⠀
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Roberta Ribeiro, diretora de produto da Maria Filó, também dispara seu código no WhatsApp para as amigas num esforço para manter a “empresa viva” mesmo em tempos conturbados. “Os vendedores seguem firmes, trabalhando de casa. Para gerar conteúdo para as redes sociais, estamos planejando uma campanha para o Dia das Mães num molde diferente, estrelada por nossa equipe de estilo. Não podemos parar.”⠀
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