22/06/2023
Esse livro foi lançado na abertura do Museu do Amanhã, em 2015. E o nosso desafio foi criar um projeto gráfico cheio de experimentações, e com a personalidade do MdA, que tinha como objetivo estabelecer parâmetros e soluções para todas as publicações a serem feitas, gerando o primeiro Guia de Publicações MdA ao final do trabalho, para o alinhamento da identidade do museu na sua vertente editorial.
Editado pela nossa querida Ana Cecília Impellizieri Martins, ele tem o conteúdo textual organizado a partir de perguntas-chave: De onde viemos? Quem somos? Onde estamos? Para onde vamos? Como queremos ir? Além dos textos, traz um ensaio fotográfico de Cesar Barreto, com detalhes da arquitetura de Santiago Calatrava e da exposição permanente.
Para o projeto gráfico escolhemos um formato alongado, que faz alusão à imponência da forma do prédio. A capa, toda branca, com as perguntas-chave do MdA em alto relevo e com destaque para a marca, reproduz o resultado da arquitetura, toda branca, que abriga o conteúdo colorido em seu interior.
Criamos também uma grid rígida na vertical, mas com enorme flexibilidade na horizontal, para trazer dinamismo para a diagramação do textos, onde as diversas possibilidades da fonte oficial [Calibre] foram exploradas, assim como as cores de sua paleta. O resultado traz leveza para os ensaios. Desperta a vontade de ler.
Fez parte desse nosso desafio encontrar um jeito para que o livro estivesse pronto no dia da abertura, sendo que as fotos só poderiam ser feitas uma semana antes, com o MdA pronto e limpo. A solução foi criar um livro com três encartes fotográficos - o primeiro para situar o Museu do Amanhã na paisagem do Rio, o segundo para as imagens de arquitetura, e o terceiro para as da exposição –, com tamanhos e papeis diferenciados do restante do miolo. Que foram impressos e colados, como “apliques”, no livro previamente impresso e encadernado.
Outro detalhe: a Churinga, objeto que sintetiza a passagem do conhecimento ao longo das gerações, e que é o ponto final do circuito da exposição permanente, deu mais um toque especial à publicação: virou o marcador de páginas do livro e vai atravessando todo o conhecimento ali colocado.