15/05/2026
Há algum tempo, uma colega de profissão veio desabafar comigo, indignada. O cliente dela tinha perguntado: “Como você chegou a essa estratégia?” Ela respondeu algo mais ou menos assim: “A estratégia é minha. Não tenho que explicar.” O cliente desistiu.
E, sinceramente? Eu o entendi. Porque quando alguém explica o raciocínio, não está apenas mostrando o que faz. Está mostrando que sabe por que faz. Quem estudou, testou, errou, acertou e acumulou experiência normalmente consegue explicar o caminho, sem receio. Essa explicação gera confiança em quem está comprando algo da gente. E isso não é apenas uma percepção minha.
O cérebro gosta de entender. Gosta de previsibilidade, de reduzir incertezas. Quando entendemos o processo, sentimos mais segurança. Porque quem só copia fórmulas costuma entregar respostas prontas. Quem realmente sabe o que faz precisa se diferenciar desse outro grupo.
Quando um cliente me pede algo e eu acredito que existe um caminho melhor, eu explico. Explico o que vejo, os prós e contras, explico o raciocínio. E, depois, a decisão continua sendo dele.
Talvez essa seja uma das maiores diferenças entre alguém que apenas executa e alguém que também faz consultoria. Contratar um profissional executor não é errado, pelo contrário, eu mesma faço isso muitas vezes. Mas existem situações em que só isso não basta.
Marcia Fialho
Designer Estrategista de Marcas