27/07/2017
Corte da Selic pelo BC mostra tentativa de retomada da atividade econômica. Se a dominância fiscal predomina, por outro lado a queda do juro básico beneficia a economia real.
Traduzindo para os empresários reais, o buraco nas contas do governo impossibilita investimentos de longo prazo (expansão dos negócios). Quanto mais o governo gasta, mais ele aumenta impostos – usurpando quem trabalha de verdade. Uma Selic menor (na teoria) abaixaria as taxas bancárias, que se mantêm altas devido ao clima de incerteza e alta inadimplência. Basicamente, o empresário ainda é refém, seja de Temer, seja de Setubal.
Exemplo prático: cliente da Metrönome pretende lançar produto no mercado. A empresária tem duas opções: aquisição de máquinas via BNDES ou terceirização da produção.
A Metrönome optou pela segunda opção, tendo em vista os seguintes fatores: instabilidade política, alta taxa de juros praticada pelo BNDES, impossibilidade de realizar projeção de fluxo de caixa constante com este cenário econômico ao ponto de recuperar o capital investido em máquinas.
Em qualquer país com perspectiva de estabilidade no médio prazo (cinco anos), a decisão seria pela aquisição do maquinário, gerando empregos diretos e indiretos, movimentando a roda da economia.
No entanto, no Brasil de Temers acusados de corrupção (poder executivo fraco) e um poder legislativo incapaz de entender a importância da reforma da previdência (não haverá dinheiro para todos se aposentarem), não há solução no curto prazo.
Eu confio no Brasil da empresária que quer lançar o produto. Porque um produto novo no longo prazo é muito mais importante para a história do Brasil do que Temers e Moros.
Be Metrönome. Pensamos com você o que é melhor para seu negócio. O tempo não para. Você não pode ficar parado no tempo.