17/08/2025
No asfalto, a irmandade fala mais alto que qualquer bandeira estampada no colete.
Hoje, voltando de SP para São Carlos, no km153 da Bandeirantes, meu câmbio resolveu me deixar na mão. Parei, esperando o guincho, e quem surge? O Rambo, Abutres de Limeira. Sem pensar duas vezes, tentou me ajudar a colocar a moto de volta pra rodar. Não deu certo, mas a atitude já mostrava tudo: a essência do motociclismo é estar presente quando o irmão precisa.
Me indicou um posto, me acompanhou e, diante da negação da seguradora em me trazer pra casa, fez algo que só quem vive esse mundo entende: me emprestou uma Harley FX da loja dele até que minha moto esteja pronta.
Isso é irmandade. Isso é motociclismo.
Mais do que máquinas, carregamos valores. Mais do que estradas, trilhamos laços.
Obrigado, Rambo, por mostrar que a estrada nunca se percorre sozinho.