10/02/2026
O caso do falecimento da influenciadora Isabel Veloso vem trazendo muitas reflexões para a sociedade.
Com isto, vieram também rumores de que seu esposo não está permitindo que a família materna tenha contato com o filho do casal, sem gerar juízo de valor sobre o caso em si, pois não temos informações além dos boatos da internet, vamos falar sobre situações semelhantes.
A verdade é que o luto não deve romper o laço entre avós e netos 🤍
Muitas pessoas acreditam que, com a morte de um dos genitores, o sobrevivente detém o poder absoluto de decidir quem faz parte da vida da criança. Juridicamente, isso é um equívoco.
O que diz a Lei?
O direito de visita e convivência dos avós é garantido pelo Código Civil e reforçado pela Lei nº 12.398/2011. Esse direito não é apenas dos adultos, mas principalmente da criança, que possui o direito fundamental de preservar sua identidade e suas raízes familiares.
Pontos essenciais que você precisa saber:
O Princípio do Melhor Interesse: A justiça entende que manter o vínculo com a família materna (ou paterna) é essencial para o desenvolvimento emocional do menor, especialmente após uma perda traumática.
A convivência não é opcional: Se não houver um motivo grave que coloque a criança em risco, o pai ou a mãe não pode impedir o contato com os avós de forma arbitrária.
Ação Judicial: Caso o diálogo falte, os avós podem ingressar com uma ação de regulamentação de visitas para garantir que esse laço não seja rompido pelo luto ou por desavenças particulares.
O papel dos avós vai além do afeto; é um suporte de memória e continuidade. Impedir esse convívio é, muitas vezes, uma forma de violência psicológica contra a própria criança.
⚖️ Você conhece alguém que está passando por essa barreira para ver os netos? O direito de família existe para proteger o afeto.