29/11/2025
Exposição da casa de criar apresenta a linha do tempo da participação das mulheres no Hip Hop brasileiro e internacional
‘A Presença Feminina na Cultura Hip Hop’ materializa a pesquisa da paulistana Lunna Rabbetti, construída a partir da escuta e da vivência de diversas protagonistas.
A casa de criar apresenta ao público de São José do Rio Preto e região a exposição A Presença Feminina na Cultura Hip Hop – Presença, resistência e (in)visibilidade, que mapeia a participação feminina na manifestação dessa cultura no país e fora dele. A entrada é de graça e aberta para visitas de grupos escolares, mediadas pelo artista visual juny kp!.
Realizada por meio do projeto Hip Hop em Rio Preto: voltando às origens, rumo ao futuro, a exposição da casa de criar materializa a pesquisa da rapper, historiadora e pedagoga Lunna Rabetti, de São Paulo, construída a partir da escuta e da vivência de diversas protagonistas da história feminina do Hip Hop brasileiro.
Em Mulheres na Cultura Hip Hop do Brasil, Lunna constrói uma linha do tempo a partir das referências de sua pesquisa, apresentando personagens, fatos, movimentos e obras marcantes do Hip Hop brasileiro desde 1983.
juny kp! contribui com os dados precursores internacionais e de artistas nacionais, sendo responsável, também, pela diagramação e transformação do texto para linha do tempo.
Na curadoria da exposição, a rapper e historiadora organiza sua narrativa a partir de quatro ondas femininas que marcam a trajetória do Hip Hop brasileiro. A expressão “onda” foi criada e mencionada pela primeira vez pela rapper Sharylaine, pioneira do movimento Hip Hop no Brasil, e ganhou força teórica e aprofundamento na pesquisa de doutorado em andamento de Lunna na Universidade de São Paulo (USP).
Segundo Lunna, cada onda é uma fase da presença feminina no Hip Hop brasileiro, revelando como as mulheres transformaram essa cultura marginal em um espaço de resistência, criação e afirmação identitária, articulando gênero, raça e classe em suas narrativas e ações. “As quatro ondas são, acima de tudo, um movimento contínuo de memória, força e transformação”, destaca.
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