04/08/2026
A frase da primeira imagem é sobre você que lidera marketing.
Quando John Caples escreveu isso, ele sustentava uma tese desconfortável: marketing é disciplina de medição, não de opinião.
Existe uma distinção brutal entre quem vem do corporativo e quem veio do marketing digital.
Um tende a ter estrutura e processo. O outro nasceu na velocidade de um mercado em expansão, com timing imperdível para gerar caixa e barreira de entrada baixíssima.
Ambas as escolas se mostraram insuficientes.
Quem aprendeu a operar por fórmula não está preparado para um mercado sofisticado.
Quando o contexto muda, o template para de funcionar e o time olha pro último homem da fila perguntando o que fazer, você descobre que a resposta não está na cartilha que seu mentor entregou junto com a placa comprada no Mercado Livre.
O motor que popularizou o digital foi o que Gary Halbert chamava de “Starving Crowd”: uma multidão faminta descobrindo uma nova forma de consumir conteúdo.
Enquanto o mercado tradicional torcia o nariz pro patinho feio que não exigia diploma, o digital crescia sem regras, numa época em que tudo dava certo.
O problema de um mercado onde tudo dá certo é que ninguém sabe o que fazer quando para de dar.
O patinho feio virou cisne. Só que não o branco do conto. O negro de Nassim Taleb.
A IA generativa acelerou a sofisticação: mais volume, mudança de comportamento, processamento massivo de dados. Mais variáveis do que qualquer passo a passo consegue controlar.
E o que resta?
Repertório.
Ciclos de mercado, saturação, ceticismo, psicologia do consumo e transferência de receita para ler contexto com precisão.
Correlação, causalidade, inferência e contrafactuais para não transformar contexto em viés de confirmação.
“E aí, o que você acha?”
PS: essa frase final representa a uniformização do mercado.
Ninguém quer saber o que você acha. Só repetimos o que gera alcance.
Você está ocupado demais com os seus problemas e só presta atenção em algo quando aquilo pode resolvê-los.
Preste atenção nessa frase. Nela está o segredo mais simples do mundo, coberto pelo mar de BS de marketeiros como eu e você.
Ou talvez nem tão igual.
Somos diferentes...
Não somos?