04/08/2026
Quando eu era adolescente, passava horas jogando The Sims.
Na época, eu achava que o objetivo era construir uma casa bonita. Os detalhes eram tão fascinantes que eu podia passar horas decorando cada cômodo, escolhendo móveis e organizando os espaços.
Com o tempo percebi que o objetivo era desenvolver o personagem.
No fundo, The Sims sempre foi um jogo sobre construção de identidade.
Você decidia quem seu personagem seria, como viveria, quais habilidades desenvolveria e como seria percebido pelos outros.
Da mesma forma essa lógica também se aplica ao posicionamento digital.
Philip Kotler explica que, no Marketing 4.0, as empresas deixaram de vender apenas produtos e serviços. Elas passaram a ajudar as pessoas a expressarem quem são e quem desejam se tornar. Afinal, as pessoas não compram apenas funcionalidades; elas compram significado.
Em nenhum momento, enquanto jogava The Sims, pensei: “Vou aumentar minha habilidade para o nível 10”. O pensamento era outro: “Quero que meu personagem seja arquiteto”.
A habilidade era o meio. A identidade era o objetivo.
É exatamente assim que funciona o posicionamento.
Uma marca não deveria vender apenas o que faz, ela deveria representar quem o cliente deseja se tornar.