30/07/2025
TESTEMUNHO
Caminhamos mais de uma hora sob o sol forte do Nordeste, chão seco e aquele silêncio típico da roça. No fim da trilha, encontramos a última casa, era simples, de barro. Lá vivia um homem sozinho. Antes, dividia o lar com a esposa, mas, após sua partida, ele ficou. E ao lado havia um açude que um dia teve água, hoje apenas terra rachada.
Ele não sabe ler nem escrever, mas tinha um rádio antigo, companheiro de dias longos. Foi ali que entregamos a ele uma Bíblia em áudio, a Palavra de Deus em forma de voz nordestina. Com um sorriso contido, parecia dizer:“Deus me viu”.
E viu mesmo. No meio do nada, na última casa de um vilarejo esquecido, o Senhor enviou Seus mensageiros. Porque não é sobre o quanto caminhamos, mas sobre o que Ele faz com quem apenas diz “sim”. Para Deus, a última casa nunca foi esquecida.