17/02/2026
Não é sobre política.
Não é sobre esquerda ou direita.
Não é sobre ser a favor ou contra este ou aquele candidato.
É sobre valores.
É sobre humanidade.
O mundo anda carente de algo que deveria ser básico: amor familiar. Talvez por isso estejamos assistindo a tantas violências, tantas rupturas, tanta intolerância. Quando o amor deixa de ser cultivado dentro de casa, ele falta nas ruas.
E quando falamos de família, não estamos falando apenas de parentesco. Família não é sobre laço de sangue. Família é vínculo construído, é escolha diária, é presença constante. Existem muitos formatos de família, e todos eles merecem respeito quando são baseados em cuidado, responsabilidade e amor.
Fiquei incomodado com o desfile de uma Escola de Samba da cidade onde cresci e vivi por tantos anos. Não por discordância ideológica.
Mas por ver um valor essencial sendo tratado com descaso e ironia.
Chamar de “família em conserva” de forma pejorativa ignora o verdadeiro sentido de conservar.
Conservar não é aprisionar.
Conservar é preservar o que é precioso.
É proteger aquilo que sustenta, alimenta e forma pessoas.
Tudo o que realmente importa é conservado.
Conservam-se valores.
Conservam-se princípios.
Conserva-se o amor.
Família não é um conceito ultrapassado, nem um molde único. Família é vínculo. É cuidado. É responsabilidade. É quem permanece quando o barulho acaba e o palco se desmonta.
Na base do cristianismo (sim, sou Cristão), família nunca foi bandeira política. Sempre foi missão. Amar, servir, perdoar e educar pelo exemplo.
Talvez o mundo precise de menos polarização política e de mais amores em conserva.
Menos rótulos.
Mais cuidado.
Menos gritos.
Mais presença.
Porque sociedades não se curam apenas com discursos. Elas se curam quando o amor volta a ser preservado onde tudo começa:
Na família.