27/07/2026
Durante muito tempo eu achei que estar sempre ocupado era sinônimo de estar evoluindo. Hoje já não tenho tanta certeza.
Passei parte do fim de semana na praia. Quem me conhece sabe que isso não é muito comum.
Mas, dessa vez, eu não fui pelo mar.
Fui pelo tempo.
Tempo para conversar.
Para organizar algumas ideias.
Para pensar nos próximos passos, tanto de negócios quanto da vida.
Até poucas semanas atrás, isso seria quase impossível.
Eu tinha dificuldade de reservar um tempo sem sentir que deveria estar resolvendo alguma coisa.
Nas últimas cinco ou seis semanas, tenho aprendido a mudar isso. E, curiosamente, algumas das melhores perguntas apareceram longe da mesa do escritório.
Há alguns anos eu acreditava que meu trabalho era encontrar campanhas melhores. Hoje eu percebo que boa parte do meu trabalho é fazer perguntas melhores.
Como essa empresa vende?
Onde ela perde oportunidades?
O que realmente está impedindo o crescimento?
Talvez seja por isso que eu continue reservando tempo para aprender.
Não porque o mercado muda.
Mas porque eu também preciso mudar a forma como enxergo os problemas.
No fim, foi só um fim de semana comum.
Mas, às vezes, sair do ritmo de sempre é exatamente o que me ajuda a voltar enxergando com mais clareza.