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23/09/2026

A presença feminina no topo das empresas globais atingiu um recorde. No primeiro semestre de 2026, mulheres representaram 16% das nomeações para CEO, quase o dobro dos 8,7% registrados em 2025, segundo a Russell Reynolds Associates.

Mas o avanço não aconteceu de forma uniforme. Enquanto as mulheres responderam por 44% das novas nomeações no Euronext 100 e 43% no ASX 200 australiano, no S&P 500 americano esse índice foi de apenas 9%.

O desafio está também na formação de futuras líderes. Mulheres ocupam somente 25% dos cargos de liderança em finanças e operações, áreas estratégicas para chegar à presidência.

No Brasil, o cenário é ainda mais desafiador: apenas 5,2% dos postos de CEO são ocupados por mulheres, segundo o Evermonte Institute.

A transformação exige mais do que diversidade nos processos seletivos. É preciso investir em desenvolvimento, experiências estratégicas e oportunidades reais de liderança.

A próxima geração de CEOs começa a ser preparada muito antes de chegar ao topo.

Fonte: Forbes

16/09/2026

Um levantamento da BR Media mostra que conteúdos publicados depois dos festivais de música têm quase 4 vezes mais compartilhamentos do que aqueles publicados durante os eventos.

A pesquisa analisou 1.720 conteúdos orgânicos de creators sobre festivais brasileiros, entre 2024 e 2026, e revela uma jornada de influência que começa muito antes da abertura dos portões.

Antes do evento, line-up, looks, planejamento e dicas impulsionam conversas. Durante o festival, a percepção positiva da experiência ganha força. Mas é no pós-evento que o conteúdo alcança seu maior potencial: o engajamento médio chega a 6,32% e o índice de compartilhamento, a 6,38%.

Vídeos, TBTs, relatos e registros transformam a experiência em memória coletiva, e os creators passam de curadores a responsáveis por selecionar os momentos que continuarão circulando.

E há outro dado relevante: conteúdos gerados pelo próprio público (UGC) podem produzir até 10 vezes mais conversas.

Para as marcas, a conclusão é clara: estar no festival é apenas o começo. O verdadeiro impacto está em participar da cultura que se forma antes, durante e, principalmente, depois do último show.

Fonte: Exame

09/09/2026

A inteligência artificial tornou o trabalho das agências mais rápido. Mas trouxe um novo desafio: produzir mais não significa, necessariamente, produzir melhor.

Com a explosão de conteúdos gerados por IA, cresce também o chamado “AI slop”: materiais genéricos, superficiais e pouco relevantes. E isso coloca qualidade, criatividade e reputação em jogo.

A resposta de muitas agências tem sido estabelecer limites claros. Ideias originais vêm primeiro; a IA entra depois para pesquisar, ampliar, organizar e acelerar. Briefings mais completos, prompts com contexto, políticas internas e revisão de profissionais experientes também ajudam a elevar o padrão.

A lógica é simples: se a IA economiza tempo, mas exige ainda mais trabalho para corrigir o resultado, a eficiência é apenas aparente.

No fim, a tecnologia pode produzir rascunhos. Mas estratégia, repertório, julgamento e responsabilidade continuam humanos.

A pergunta, portanto, talvez não seja quanto tempo a IA consegue economizar, mas quanto ela consegue melhorar o trabalho.

Fonte: Forbes

02/09/2026

O varejo chinês está exportando para o mundo uma tendência que diz muito sobre o consumidor atual: a “economia da emoção”.

A lógica é simples: em meio à pressão do cotidiano, pequenos prazeres de consumo ganham espaço, mesmo quando não representam uma necessidade. São compras que entregam diversão, nostalgia, recompensa e, principalmente, experiência.

Um dos maiores exemplos é a Pop Mart. Impulsionada pelo fenômeno dos Labubus, a empresa registrou cerca de US$ 5,4 bilhões em vendas no último ano, sendo US$ 2 bilhões provenientes dos bonecos em formato toy art.

O movimento vai além dos monstrinhos que viralizaram nas redes. Miniprodutos, mini toca-discos, craques da Copa e outros colecionáveis conquistam os chamados “kidults”: adultos que mantêm paixões e hábitos de consumo associados à infância e à cultura pop.

E há um ingrediente fundamental nessa febre: “a surpresa”.

Nas chamadas “blind bags”, o consumidor só descobre qual item comprou ao abrir a embalagem. Assim, o produto deixa de ser apenas o objeto da compra. A descoberta também passa a fazer parte do que está sendo vendido.

Fonte: Meio & Mensagem

Há 20 anos, Patrick McGinnis criou um termo que se tornaria símbolo da vida conectada: FOMO — Fear of Missing Out, o med...
19/08/2026

Há 20 anos, Patrick McGinnis criou um termo que se tornaria símbolo da vida conectada: FOMO — Fear of Missing Out, o medo de ficar de fora.

No início, era a ansiedade de perder uma festa, uma viagem ou um encontro. Depois, vieram as redes sociais, transformando a comparação em um estado permanente: vidas perfeitas, experiências editadas e a sensação de que algo melhor está sempre acontecendo em outro lugar.

Agora, entramos na terceira era do FOMO. 🤖

Com a IA, algoritmos deixam de apenas mostrar a realidade e passam também a produzi-la. A fronteira entre o real e o simulado começa a desaparecer — e o FOMO pode ser provocado até por experiências que nunca existiram.

Essa ansiedade também chegou às empresas. McGinnis chama de FOMOAI o movimento de organizações que investem em inteligência artificial mais pelo medo de parecerem atrasadas do que por uma estratégia clara.

O risco? Gastar tempo, dinheiro e energia em tecnologias que não geram valor real.

Na corrida pela IA, talvez a pergunta mais importante não seja “estamos ficando para trás?”, mas “onde essa tecnologia realmente faz sentido para o nosso negócio?”

Fonte: Exame

29/07/2026

A Nike recusou o primeiro protótipo. Hoje, a On Running vale mais de US$ 12 bilhões, tem Roger Federer entre os acionistas e está redesenhando o futuro dos equipamentos esportivos.

Mas o diferencial da marca vai muito além do famoso amortecimento. Para o fundador Olivier Bernhard, a IA não substitui a criatividade — ela acelera a engenharia. A tecnologia permite testar milhares de protótipos virtualmente, prever necessidades de recuperação dos atletas e transformar dados reais em produtos cada vez melhores.

Outro ponto chama atenção: na On, o atleta não é apenas consumidor. Ele participa do desenvolvimento dos produtos, criando um ciclo contínuo de aprendizado entre engenheiros, designers e usuários.

Enquanto muitas empresas ainda priorizam campanhas de marketing, a estratégia da On é outra: colocar engenharia, velocidade de decisão e inovação técnica no centro do negócio. A estética vem depois. A performance vem primeiro.

No fim, a maior vantagem competitiva talvez não esteja na publicidade, mas na capacidade de aprender continuamente com quem usa o produto.

Será que o futuro das marcas passa menos por vender e mais por evoluir junto com seus clientes?

Fonte: Exame

21/07/2026

O consumidor brasileiro não está mais procurando marcas. Está procurando a melhor resposta para sua necessidade naquele momento.

Uma pesquisa inédita do iFood Ads mostra uma mudança importante no comportamento de consumo: 83% dos brasileiros estão dispostos a experimentar novas marcas diante de uma boa oferta, enquanto 68% admitem trocar de marca quando encontram uma opção melhor ou mais barata.

Mais do que fidelidade, o que pesa agora é conveniência, preço, disponibilidade e descoberta.

Os dados revelam outro movimento relevante: 73% das buscas no iFood são feitas por categorias, como "cerveja", "shampoo" ou "refrigerante", e não pelo nome de uma marca. Isso significa que, cada vez mais, a decisão acontece dentro da plataforma, influenciada por promoções, recomendações e posicionamento dos produtos.

No varejo digital, a disputa deixou de ser apenas por lembrança de marca. Ela acontece no momento da escolha.

Em um cenário impulsionado por dados e inteligência artificial, vencer será menos sobre ser conhecido e mais sobre ser a melhor resposta para cada contexto de consumo.

Fonte: Exame

15/07/2026

A criatividade continua essencial. Mas quem trabalha na indústria criativa vive um dos momentos mais desafiadores dos últimos anos.

Uma pesquisa global da Creative Boom com 882 profissionais revela um cenário preocupante: “69% relataram burnout”, “86% já utilizam IA no trabalho”, mas apenas “10% acreditam que seu impacto seja realmente positivo” para o setor. O paradoxo é claro: a IA foi adotada por necessidade, não necessariamente por confiança.

Ao mesmo tempo, cresce a insegurança financeira, especialmente entre freelancers, enquanto muitos profissionais cogitam mudar de emprego. O desafio não é apenas tecnológico, mas também humano: como preservar o valor da criatividade, da autoria e da experiência em um mercado pressionado por custos e automação?

Talvez o dado mais interessante da pesquisa seja outro. Quando perguntados sobre o que mais poderia melhorar suas carreiras, os criativos não escolheram novas ferramentas de IA. As respostas mais citadas foram “comunidade, networking e mentoria”.

Em um mercado cada vez mais automatizado, a vantagem competitiva pode estar justamente naquilo que a tecnologia não substitui: conexões humanas, troca de experiências e colaboração.

No fim, o futuro da criatividade talvez dependa menos das ferramentas que usamos e mais das pessoas com quem escolhemos construir esse caminho.

Fonte: Creative Boom

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