28/05/2026
No 28 de maio, o que essas três datas lembram é o quanto o básico ainda precisa ser reivindicado.
Dignidade menstrual, saúde da mulher e redução da mortalidade materna não são pautas isoladas. Falam de acesso, de assistência, de prevenção e do que continua sendo negado a muitas mulheres mesmo quando o assunto é o básico.
Só em 2024, o Programa Dignidade Menstrual distribuiu 240,3 milhões de absorventes pelo SUS, alcançou 2,1 milhões de pessoas e mobilizou R$ 119,7 milhões em investimento público. Ainda assim, o próprio dado revela o tamanho do problema: o acesso ao mínimo ainda depende de política pública emergencial.
Na outra ponta, a mortalidade materna continua expondo o que o sistema falha em garantir. Em 2022, a razão de mortalidade materna entre mulheres pretas foi de 110,6 mortes a cada 100 mil nascidos vivos. No país, a média foi de 57,7.
O 28 de maio reúne três datas diferentes, mas atravessadas pela mesma urgência. Quando menstruar com dignidade, acessar cuidado e sobreviver à gestação ainda dependem de esforço, política compensatória e disputa por prioridade, f**a evidente que a saúde da mulher continua sendo tratada como exceção, quando já deveria ser entendida como base.
Foto: Reprodução SP Invisível