09/11/2023
O medo da morte nos afasta de fazermos o bem aos outros.
Vindo para Bali, na minha primeira viagem totalmente sozinha, eu, que sempre me senti tão corajosa, percebi a sombra mais comum no ser humano: o medo de morrer. É dele que se originam todos os demais, como o medo de perdermos as pessoas mais próximas e ficarmos sozinhos, de perder nosso emprego, o medo de perdemos aquilo que já é conhecido por nós.
Conversando hoje com a minha professora de filosofia, Santi, ela nos disse que o caminho é aceitarmos qualquer medo que surja, pra assim podemos atravessá-lo. E daí que vejo uma escuridão quando penso que estou sozinho? Ou quando penso em não ter o sustento necessário? Ou quando penso em dar um grande passo na minha vida? Será que não posso ser uma pessoa curiosa e simplesmente atravessar essa escuridão?
Ela nos disse que, quando aceitamos a morte, é o momento em que realmente nos tornamos abertos a fazer o bem aos outros sem esperar nenhum retorno, pois, finalmente percebemos que não levaremos nada dessa vida mesmo. Que nos tornamos abertos a simplesmente agir com amor e com o nosso coração aberto aos outros, independente do que façam contra nós, simplesmente porque queremos carregar amor e não ódio para a próxima vida. Conseguimos finalmente olhar para os outros sem raiva, sem esperar reconhecimento, respeito ou qualquer outro “presente” que alimento o nosso ego.
Isso só me fez pensar sobre a questão que surgiu pra mim um pouco antes de eu vir para cá: e se você soubesse que morreria amanhã, que ser humano seria? Suas atitudes seriam diferentes?
No final, é simplesmente enxergar a morte (e consequentemente a vida) com curiosidade e abertura. Somente através da aceitação da morte conseguimos realmente deixar a vida fluir sem se prender ao passado ou ao futuro, somente vivendo o que a vida nos traz hoje.
E você, como se sente em relação às mortes, transformações e “perdas” na sua vida?