14/08/2026
Biocombustíveis e produção de alimentos precisam competir pelo mesmo espaço?
A pesquisadora da Agroicone Sofia Arantes abordou essa relação durante o Brazil Climate Solutions, realizado em São Paulo, ao trazer evidências de estudos desenvolvidos pela Agroicone que ajudam a desmistificar o dilema food versus fuel.
No Brasil, sistemas produtivos mais eficientes mostram que é possível ampliar a produção aproveitando as áreas já disponíveis. O milho de segunda safra, por exemplo, é cultivado após a soja na mesma área e no mesmo ano agrícola, otimizando o uso da terra e reduzindo a pressão pela conversão de novas áreas.
As análises também indicam que a entrada da indústria de etanol de milho no Brasil não aumentou o preço do cereal nos mercados local e global. Já estudos sobre o etanol de cana apontam que sua expansão pode gerar impactos neutros ou levemente positivos sobre a segurança alimentar.
Essas evidências reforçam que a segurança energética e segurança alimentar podem avançar de forma integrada. Avanços tecnológicos, ganhos de produtividade, melhores práticas de manejo e gestão eficiente da terra estão entre os caminhos para ampliar a produção de biocombustíveis sem comprometer a produção de alimentos.
A discussão integrou o painel “Transição Energética e Segurança Alimentar: quais as relações e oportunidades ao Brasil”, realizado no Cubo Itaú, com moderação de Marcos Jank (Insper Agro Global), e participação de Mônica Sodré (Meridiana) e do deputado federal Arnaldo Jardim (FPA).
Fotos: Cubo Itaú.