08/05/2026
A Harley-Davidson passou os últimos anos tentando virar uma marca mais premium, uma estratégia do ex- CEO, Jochen Zeitz, que aplicou a mesma idéia na Puma, lá atras.
Motos maiores.
Mais caras.
Mais exclusivas.
Uma tentativa de sair da crise que dura quase uma década, com queda nas vendas de motos e no faturamento da Motor Company, e tanto preocupa os acionistas.
Só que, no meio do caminho, perdeu justamente aquilo que ajudou a construir sua base por décadas: a moto de entrada aspiracional.
Agora, a volta da Sportster 883, anunciada pelo novo CEO, Artie Starrs, parece dizer muita coisa sem precisar admitir nada oficialmente.
Nostalgia?
Talvez.
Mas também parece sobrevivência.
Enquanto a Harley subia de preço, outras marcas ocuparam o espaço que antes era dela:
Royal Enfield, Triumph e até chinesas começaram a vender o “sonho possível” que a Harley abandonou.
E talvez seja exatamente isso que a marca esteja tentando recuperar agora.
A pergunta é:
a Harley percebeu isso tarde demais?