20/03/2026
ontem foi o último dia da CSW70. 12 dias intensos da Conferência em Nova York.
esta edição contou com a presença de 190 Estados-Membros, incluindo chefes de Estado, ministros e lideranças globais, além de mais de 4.600 representantes da sociedade civil e 255 eventos oficiais e paralelos entre governos, organizações e ONU.
o tema deste ano foi o acesso à justiça para todas as mulheres e meninas, o que, na prática, significa enfrentar desigualdades estruturais.
como foi dito no discurso final, em todos os espaços, ativistas e lideranças da sociedade civil, jovens e idosos, pressionaram por medidas ousadas para aproximar a justiça da vida real. e esse é o ponto.
o próximo capítulo já está marcado: a CSW71 vai avaliar o avanço dos ODS e a situação dos direitos de mulheres e meninas. mais do que um balanço, vai ser um teste de coerência global entre o que se promete e o que se entrega.
e eu espero voltar no próximo ano não só com falas, mas com resultados, porque o tempo da promessa já acabou, agora é execução. principalmente em um país que adotou voluntariamente a ODS 18, voltada à igualdade étnico-racial, mas adotar não é implementar. por isso, no próximo ano, espero ver esse compromisso sair do discurso para mulheres negras e indígenas.
quero agradecer antes de tudo, à minha mãe, pois sem ela eu não estaria aqui.
ao meu amigo Isuperio por ter me recebido em sua casa. foi como se fôssemos irmãos, colegas de quarto a vida toda.
à Barbara, que comprou minha passagem e tornou essa viagem possível.
a cada pessoa (e teve muito protagonismo feminino) que doou na vaquinha e acreditou que eu conseguiria estar.
às mulheres brasileiras que me acolheram e caminharam comigo.
e, volto com a certeza de que estive no lugar certo, fazendo a cobrança certa, contra retrocessos e por avanços reais. espero ter honrado isso, de verdade. obrigada.