27/08/2015
Inovação, um exercício diário ou uma obsessão efêmera?
Vira e mexe ouço: precisamos ousar, inovar nesta ação, fazer algo inédito na comunicação, ativação, evento... Algo inédito, exclusivo, superlativo e genuíno! A obsessão pela inovação, se tornou um discurso vazio para os profissionais se mostrarem úteis e atuais enquanto há pouca coragem de abandonar o passado e os velhos hábitos.
Vejam pelos festivais de música, nos quais sempre a iniciativa de inovar nos artistas e trazer novas atrações e novos ritmos, vêm dos gringos, e depois fazemos o que? Copiamos, até que ELES nos tragam novas coisas. E claro, os artistas brasileiros que já faziam há anos um som "naquela linha", vão abrir para os "headliners". Lamentavelmente gostamos de ver novos caminhos com velhos mapas, e empacamos no complexo de vira-lata que Nelson Gonçalves tão bem nos descreveu.
Pensando em novas perspectivas e quebras de paradigmas, notem a dificuldade que temos em aceitar o novo. Independente da validade ou não de cada norma, ou medidas adotadas pelo nosso prefeito Haddad, exemplo.
Trazendo isso para o dia a dia das agências, vejo que muitas vezes a inovação é requerida, mas pouco aceita. Seja nos processos, em novas maneiras de ver as coisas ou até mesmo em formatos diferentes, a resistência ao novo me parece intrínseca ao ser humano. A inovação é um processo diário de abertura de nós para o novo. A inovação deve ser uma cultura nas companhias, seja qual for o ramo. Mas para entrar, a porta precisa estar aberta. Do contrário, esse papo de inovação, morre no slide do planner, e acabamos fazendo o velho e bom eventos com recepcionistas, coquetel com finger foods, jantar, show e gift out.
Leia mais sobre o tema em:
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