27/04/2026
Cliente e Agência, um pedido de cocriação: compre a ideia antes de direcionar a refação💡
Recentemente, um vídeo do .sessions no TikTok tocou nessa ferida. Hoje, com softwares ultrarrealistas e IAs generativas, criar um mockup que parece uma campanha pronta em segundos é fácil, mas também cria uma armadilha silenciosa.
O cliente vê a tela e, em vez de avaliar o conceito estratégico, começa a criticar a execução. “A luz está muito sombria”, “Não gostei dessa fonte”, “A blusa da modelo podia ser azul?”.
A reunião vira pedidos de refação estética antes da ideia central ser discutida. O papel do cliente muda: o debate sai da avaliação estratégica para detalhes técnicos e escolhas criativas.
Esses ajustes deveriam ser o ajuste fino sob curadoria do Diretor de Arte e do Diretor de Criação. Não é crítica, mas um alerta para não perder o foco no que constrói marca: conceito + estratégia.
Isso lembra a publicidade de décadas atrás. Quando impressoras coloridas chegaram, os layouts eram espetaculares, mas cores não eram fiéis na gráfica, gerando frustração.
Antes, os roughs eram feitos à mão, imperfeitos. E aí estava a mágica:
1️⃣ Foco no que importa: o cliente focava na ideia.
2️⃣ Cocriação real: preenchia lacunas com imaginação.
3️⃣ Expectativa superada: a entrega final surpreendia.
Como aplicar hoje?
Para quem aprova: force-se a enxergar o esqueleto da campanha. Compre o conceito primeiro. Depois, confie na equipe criativa.
Para quem cria: não mostre tudo hiper-realista no primeiro pitch. Apresente esboços, referências, storyboard. Guarde a perfeição para depois do “sim”.
O objetivo não é provar domínio de ferramentas, é provar que a ideia para em pé.
👇 Vamos cocriar essa conversa?
Quem é da criação: já perdeu uma ideia por detalhe estético?
E quem é cliente: já fez direção de arte antes de avaliar o conceito estratégico?
GestaoDeProjetos Publicidade Criatividade Cocriacao RelacionamentoComCliente