26/12/2017
Novo site do Cimi pretende aprimorar contribuição à causa indígena
www.cimi.org.br
O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) está com um site totalmente novo. Em um ano com datas simbólicas e importantes para a entidade, como os 45 anos de fundação, os 30 do martírio de Vicente Cañas e a edição 400 do jornal Porantim (que em 2018 completa quatro décadas), o novo site entra no ar exatos 20 anos depois da inauguração da primeira página do Cimi na internet. Em dezembro de 1997, o FrontPage e os códigos HTML foram os recursos utilizados para construir a canoa que levava informações sobre a causa indígena em tempos de internet discada, disquetes e neoliberalismo.
A novidade deste novo site é o Observatório de Violências Contra os Povos Indígenas. Um desejo antigo do Cimi, posto que a entidade realiza levantamentos de violências desde o seu surgimento, com o manifesto Y-Juca Pirama: O Índio, Aquele Que Deve Morrer, o instrumento pretende sistematizar os dados apanhados pelas dezenas de equipes do Cimi espalhadas pelo país e pelas assessorias de comunicação e jurídica, bem como pelo setor de documentação da entidade, e cruzar com conteúdos virtuais - não apenas do próprio site - envolvendo a temática. Por outro lado, o Observatório também receberá denúncias e casos de violência contra os povos. A intenção é motivar que os próprios indígenas possam fazer os seus relatos e modernizar um serviço prestado historicamente pelo Cimi.
O usuário poderá preencher uma ficha detalhada descrevendo a violência, quando e onde ocorreu. As fichas serão criptografadas, garantindo proteção ao denunciante (que pode se identificar ou não) e às informações.
Outra novidade do site é a Agência Porantim, que pretende vincular o conteúdo diário produzido pelos jornalistas da assessoria de comunicação da entidade, mas também materiais feitos por profissionais de outros veículos de imprensa, imprensa indígena (caso da Yandê, por exemplo) entidades indígenas (Apib, Coiab, Apoinme, ArpinSul, ArpinSudeste, Comissão Guarani Yvyrupa, TEIA/MA, CIR e por aí afora) e aliadas da causa indígena e do Cimi, além de órgãos públicos responsáveis pela defesa destes povos, caso do Ministério Público Federal (MPF). Vídeos, artigos, reportagens gráficas, notas públicas, clipping e pautas à imprensa também estão no raio de ação da Agência Porantim. A histórica coluna do Cimi chamada Ameríndia será o espaço para notícias sobre a questão indígena na América Latina, Central e do Norte.
Além disso, estão disponíveis para pesquisa o banco de terras indígenas mantido pelo Cimi, informações sobre legislação indigenista o acervo de publicações já feitas pela entidade.
O campo para a pesquisa no novo site - que reúne o acervo dos últimos dez anos de atividade - está novamente ativado: no antigo site, parte deste acervo histórico não estava acessível aos leitores e a busca convivia com problemas técnicos insuperáveis. Com tudo resolvido, a causa indígena ganha mais um campo de pesquisa importante para embasar ações judiciais, textos, intervenções públicas. Soma-se a outros acervos, de organizações tão importantes e longevas quanto o Cimi; um circuito completo de memória e luta em defesa dos povos indígenas.
Confira: www.cimi.org.br