RPretas Coletivo de relações-públicas idealizado por três mulheres pretas, com o objetivo de estruturar e pensar a comunicação voltada à cultura preta e periférica.

Há 2 anos atrás o RPretas questionava a ausência de pessoas negras no mercado e em eventos de comunicação, e a valorizaç...
14/07/2021

Há 2 anos atrás o RPretas questionava a ausência de pessoas negras no mercado e em eventos de comunicação, e a valorização do profissional negro na área se tornou um dos principais pilares da nossa existência.

De lá pra cá, já falamos sobre a necessidade da retomada sobre a narrativa da nossa história, já que entendemos que a comunicação é uma das principais ferramentas para a construção de um imaginário de pessoas negras que não condiz com a realidade, falamos sobre como hoje ferramentas estão sendo retomadas e narrativas postas em evidência trazendo a realidade de como é ser uma pessoas negra no Brasil e no mundo.

Em toda essa trajetória, o RPretas foi guiado por profissionais importantes, tanto para nós quanto para o mercado. Recebemos conselhos, sugestões, críticas e direcionamentos que fizeram que o RPretas fosse o que é hoje, e que fosse possível trilhar esse caminho de forma sincera e respeitosa a todos e todas aqueles e aquelas que já estavam abrindo caminhos e portas antes de pensarmos em criar o RPretas.

Perguntamos a 5 profissionais de relações públicas o que eles gostariam de dizer ao mercado nos dias de hoje, a partir de sua trajetória e visão de mundo e da própria área em que atuam. Retomar o ponto principal de crescimento do RPretas é lembrar sempre o porquê de estarmos aqui, e que ainda temos muito trabalho pela frente.

Arrasta pro lado e veja o que profissionais de relações públicas que atuam em áreas diversas têm a dizer para o mercado. Escutem profissionais negros, e contratem profissionais negros.

Agradecimentos ao profº Marcus Vinicius Bomfim, Nega Cléo, Leila Evelyn, Taís Oliveira e Erika Pessôa por colaborarem com esse conteúdo e também com a nossa trajetória no mercado de trabalho ♥

No "Corre do RPretas" de hoje trouxemos nossa caminhada ao lado do , nosso pupilo!O Estrofe é um artista cria da cena 01...
21/06/2021

No "Corre do RPretas" de hoje trouxemos nossa caminhada ao lado do , nosso pupilo!

O Estrofe é um artista cria da cena 014, vencedor de tantas batalhas de rima que já perdemos a conta, compositor, poeta e, felizmente, nosso amigo pessoal. Sempre fomos grandes fãs do Troff e quando nos estruturamos tivemos a honra de acompanhar e realizar a assessoria de alguns dos seus últimos trabalhos, como o EP Catastroffico e o álbum Músico Vol I., que vimos nascer, se materializar e ainda demos uns palpites no processo.

Nosso maior orgulho é acompanhar os processos desse artista que vai de punchlines a love song com uma facilidade incrível e sem perder sua identidade. Trabalhar ao lado do Troff e potencializar o que ele já é foi uma das nossaa grandes alegrias. Conseguimos impulsionar sua voz e mensagem em dezenas de veículos que, assim como a gente, viram que o menino é brabo!

O Estrofe não para e logo mais tem trampo dele na pista, sempre surpreendendo quem escuta. Vale a pena acompanhar o crescimento desse artista que já nasceu gigante e ainda vai conquistar a cena toda!

Mas o que o RPretas faz, afinal? Que o RPretas é um coletivo formado por 3 mulheres negras relações-públicas vocês já sa...
17/06/2021

Mas o que o RPretas faz, afinal? Que o RPretas é um coletivo formado por 3 mulheres negras relações-públicas vocês já sabem mas, com o que trampamos de fato, se torna uma dúvida recorrente pra galera que segue a gente por aqui.

Nosso objetivo principal é aplicar ferramentas da área de RP em projetos independentes, principalmente aqueles desenvolvidos e direcionados para o público preto e periférico. O mundo das Relações Públicas tem milhares de possibilidades e nós escolhemos algumas especialidades que melhor dominamos e, sabemos, que fazem toda a diferença na hora de tocar seu trampo - seja ele qual for.

Arrasta pro lado pra saber quais são os serviços que o RPretas desenvolve, se surgir alguma dúvida não pense duas vezes em chamar na DM! E se ficou interessade nos serviços, que tal marcarmos um bater um papo?

Agora você já sabe tudo que o RPretas faz, então espalha pra quem você acha que precisa conhecer nosso trampo! 👩🏾‍💻✨

A gente sabe que esse negócio de Plano e Planejamento pode ser uma coisa que confunde até mesmo quem é da área da comuni...
15/06/2021

A gente sabe que esse negócio de Plano e Planejamento pode ser uma coisa que confunde até mesmo quem é da área da comunicação. É um daqueles casos de coisas que parecem tão óbvias que não pode ser tão fácil assim quanto parece, mas no fim das contas é!

Vamos usar um exemplo legal para pensar sobre isso:
Eu sou uma artista e quero lançar um EP em Outubro de 2021, já sei quem quero que produza, onde vou gravar, quais músicas estarão inclusas e, também, qual single terá um clipe.

Agora eu preciso definir quais ações me levarão até o meu objetivo nos próximos 4 meses e alguns prazos para organizar as demandas de todo mundo que está envolvido.

Quais são as fases até esse lançamento? Quanto tempo dura cada fase? Quais as metas de cada uma delas? Quem vai fazer o que? Qual é o orçamento total que eu tenho para investir neste lançamento, desde contratação de profissionais, locações, produções, divulgação e afins? E para o clipe? Quanto desse orçamento vai para cada etapa? É um momento de muuuuuuita pesquisa, organização e atenção.

Defini tudo isso? Agora tenho um plano que forma uma linha do tempo e que guiará meus passos até o meu objetivo, que é o lançamento. O plano documentado vai me ajudar a enxergar se as ações precisam de alguma revisão ou alteração no decorrer dos meses, e se essas caminham para os resultados esperados.

Tudo isso faz parte do seu planejamento. E se planejar é o primeiro passo para transformar uma ideia ou sonho em algo real e concreto.

Nas imagens, deixamos algumas dicas de aplicativos e plataformas que podem te ajudar a organizar as suas ideias e colocar em prática as ações planejadas. 👩🏾‍💻👩🏽‍💻👩🏿‍💻

O   está na reta final do 1° Desafio de Empreendedorismo Periférico do .es e precisamos da ajuda de vocês! Clique no lin...
06/05/2021

O está na reta final do 1° Desafio de Empreendedorismo Periférico do .es e precisamos da ajuda de vocês! Clique no link da bio e vote para o RPretas receber um investimento em nosso trabalho!

Após 1 mês de mentorias coletivas, muita troca e aprendizado, chegamos na fase de avaliação individual do nosso projeto. Os critérios de avaliação são: engajamento (votação popular), impacto e potencial transformador, caráter inovador da solução e do projeto, viabilidade e sustentabilidade do negócio. Contamos com vocês para o engajamento 🤎✨

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・・・
Correeeeee e já começa votar nas nossas Deusas Empreendedoras ⚡

Acabamos de liberar no site (link na bio) só acessar, conferir e votar! Também tem vídeos lindos de cada uma das empreendedoras, falando sobre sua trajetória de vida e de empreendorismo.

Seu VOTO é muito importante para elas❣

👉🏾 Vota vota vota vota : energizze.com/votacaodesafioedp


Patrocínio e realização .Pretas.

Vamos ser honestas aqui, nem todo mundo quer seguir a proposta que a universidade oferece do ponto de vista das Relações...
28/04/2021

Vamos ser honestas aqui, nem todo mundo quer seguir a proposta que a universidade oferece do ponto de vista das Relações Públicas.

Muitas vezes é difícil de compreender que existe um amplo campo de conhecimento e atuação para esse profissional. Mas a didática da academia não te permite enxergar desta forma, entre trabalhos acadêmicos, provas e toda uma nova vivência.

Confesso, que toda aquela animação do início passa por algumas oscilações, ainda mais quando vemos a profissão ser utilizada de formas equivocadas e até mesmo menosprezada por alguns profissionais.

A realidade é que onde houver relacionamento entre públicos diferentes, "oferta e demanda" de comunicação, haverá um profissional ou ferramentas de RP atuando ali.

Aqui no RPretas, nós três encontramos um caminho enquanto desenvolvíamos a profissão. Mais do que um caminho, nós encontramos a resposta para muitas das nossas perguntas. Trabalhar na profissão que amamos, a partir de uma ideologia que nos move e dentro de um movimento que nos acolhe desde sempre, isso só pode ser considerado como a resposta que buscávamos.

Então, não surta e segura na mão de Deus porque existem muitas formas de ser RP, sem passar a vida acreditando que estava destinado a passar o resto dos seus dias de roupa social e pasta na mão. 🤎✨

Foto:

Vamos ser honestas aqui, nem todo mundo quer seguir a proposta que a universidade oferece do ponto de vista das Relações...
28/04/2021

Vamos ser honestas aqui, nem todo mundo quer seguir a proposta que a universidade oferece do ponto de vista das Relações Públicas. Muitas vezes é difícil de compreender que existe um amplo campo de conhecimento e atuação para esse profissional. Mas a didática da academia não te permite enxergar desta forma, entre trabalhos acadêmicos, provas e toda uma nova vivência.

Confesso, que toda aquela animação do início passa por algumas oscilações, ainda mais quando vemos a profissão ser utilizada de formas equivocadas e até mesmo menosprezada por alguns profissionais.

A realidade é que onde houver relacionamento entre públicos diferentes, "oferta e demanda" de comunicação, haverá um profissional ou ferramentas de RP atuando ali.

Aqui no RPretas, nós três encontramos um caminho enquanto desenvolvíamos a profissão. Mais do que um caminho, nós encontramos a resposta para muitas das nossas perguntas. Trabalhar na profissão que amamos, a partir de uma ideologia que nos move e dentro de um movimento que nos acolhe desde sempre, isso só pode ser considerado como a resposta que buscávamos.

Então, não surta e segura na mão de Deus porque existem muitas formas de ser RP, sem passar a vida acreditando que estava destinado a passar o resto dos seus dias de roupa social e pasta na mão. 🤎✨

Foto:

A primeira repórter negra da TV Globo, Glória Maria, começou seu estágio depois de ser levada ao programa do Chacrinha, ...
13/04/2021

A primeira repórter negra da TV Globo, Glória Maria, começou seu estágio depois de ser levada ao programa do Chacrinha, que gostou dela e resolveu contratá-la em 1971. De lá pra cá, com a inserção de pessoas negras nas universidades e na comunicação de massa, reinvindicação do movimento negro brasileiro e iniciativas voltadas para a retomada dessa narrativa, pessoas como Maju Coutinho, Joyce Ribeiro, Zileide Silva , Rodrigo França e outros comunicadores conseguiram entrar a passos lentos nas mídias de comunicação.

50 anos depois da primeira edição de um dos jornais mais levantes da televisão brasileira, Maju Coutinho é a primeira mulher negra a ser âncora do Jornal Nacional, colocando um marco para pessoas negras na comunicação.

As mídias tradicionais sempre foram espaços de disputa de narrativas e, com isso, ocupar postos de fala e construção é tão importante quanto ser positivamente representado nos produtos midiáticos, como a novela das 20h.

Assim, deixamos a provocação: qual o papel de profissionais negros e negras dentro da grande mídia? Qual o nosso poder em retomar uma narrativa saudável e positiva sobre corpos e vivências negros em espaços estruturalmente brancos?

Hoje o RPretas quer conversar com você sobre isso, queremos saber sobre o que pensa, o que sente e quais são as suas aspirações.

É o famoso portfólio com um "tcham a mais". O mídia kit é uma apresentação comercial, um material que vai demonstrar o s...
07/04/2021

É o famoso portfólio com um "tcham a mais". O mídia kit é uma apresentação comercial, um material que vai demonstrar o seu valor para o outro lado da negociação. Serve para apresentar a forma como seu trabalho é feito, suas características e quem o consome, a fim de convencer o outro lado de que terá benefícios ao fechar um negócio, parceria ou patrocínio com você. Não tem formato específico mas algumas regrinhas precisam ser seguidas.

Muitas marcas adotam há tempos este formato em suas ações com jornalistas, veículos de comunicação e patrocinados, mas esse material se popularizou ainda mais com o surgimento das mídias sociais e dos influenciadores digitais. Algo que era restrito a um mercado específico, hoje pode ser utilizado por diversos perfis que tem atuação dentro da internet.

Esse material pode ser usado para fins diferentes, aqui no RPretas trabalhamos o MK de duas formas: 1. apresentação da marca/artista para portais de notícia; 2. apresentação da marca/artista e seus resultados, números que apontam para uma possibilidade de negócio. Ambos os formatos carregam informações sobre o cliente, seus ideais, objetivos dentro do mercado, com qual público quer interagir, onde é possível consumir os seus conteúdos e produtos.

É importante lembrar que, muitas vezes, pensamos no volume de pessoas que alcançamos todos os dias mas o que mais importa em um mídia kit é o quão próximos são os objetivos de ambos os lados da negociação e se estão construindo em favor de um "mesmo rolê". O foco central é se o seu público e o público do outro lado tem algo em comum para que você possa ser essa ponte e o Mídia Kit é o material que vai colocar a plenas vistas essa conclusão.

E aí, curtiu saber sobre esse material? Comenta aqui pra gente como ele seria útil dentro do seu trabalho e vamos conversar. 👇🏾

Se tem uma coisa que pessoas pretas sabem fazer, é contar histórias. Já falamos sobre isso por aqui, como a nossa oralid...
31/03/2021

Se tem uma coisa que pessoas pretas sabem fazer, é contar histórias. Já falamos sobre isso por aqui, como a nossa oralidade sempre manteve nossa cultura viva a cada geração mesmo com toda uma estrutura tentando fazer com que isso não aconteça. Por aqui chamamos “storytelling” de “a arte de contar histórias”, já que sabemos que dessa arte pessoas pretas dominam desde sempre.

Quando falamos de storytelling dentro do mundo corporativo, sempre pensamos em grandes ações, mas do lado de cá da ponte, histórias estão sendo contadas de forma legítima e pessoal.

Marabu com Fundamento, Leall com Esculpido a Machado e Kyan com Mlk Mandrake construindo sua trajetória antes mesmo de lançar um álbum. Cada um entende como conversar com as pessoas que os acompanhavam, e sabiam que existia um ponto em comum entre todas elas.

Se eu te contar uma história, para que ela surja o efeito necessário, você precisa conhecer os personagens, o contexto e o poder que aquela história tem dentro da minha vida ou da sua. É igual fofoca, só tem impacto se você sabe quem é.

E os 3 artistas entenderam bem quem eles eram e como se apresentaram para que a história fizesse sentido para outras pessoas.
Se você nunca foi em um baile, é só ouvir o álbum Fundamento do Marabu, a história do Leall ele te apresenta inteira em Esculpido a Machado, e o Kyan vem se apresentando aos poucos te levando a um ponto comum ao longo de seus lançamentos.

E é isso que chamamos de “a arte de contar histórias”, envolver todo um público em um contexto que gera identificação, do roteirista ao personagem, até o espectador se sentir tão próximo a ponto de se sentir parte dessa história.

O que vem a sua cabeça quando falamos de profissionais de Relações Públicas? Homens brancos engravatados com um celular ...
26/03/2021

O que vem a sua cabeça quando falamos de profissionais de Relações Públicas? Homens brancos engravatados com um celular na mão marcando mil reuniões ou mulheres - também brancas - que fazem os melhores eventos da cidade?

Geralmente essas são algumas das imagens que se tem desse profissional, reforçada em filmes e séries, como o Nick Naylor no filme “Obrigado Por Fumar” ou a até a Samantha em “Sex and the City”. Quando entramos na graduação são mais referências semelhantes e, quando chegamos ao mercado... ainda pálido.

Mas isso não reflete a realidade. Sim, a profissão já foi majoritariamente branca, corporativa e inacessível, afinal nasceu como ferramenta capitalista, mas isso felizmente vem mudando.

Na última semana vocês nos conheceram, três mulheres negras que eu espero que possam ser sua referência do que é a "cara de um relações-públicas", e não somos as únicas. Um dos pilares do RPretas é a valorização do profissional negro dentro desse mercado, ampliando as possibilidades, vivências e perspectivas, ou seja, contribuindo com a pluralidade necessária e ainda escassa na comunicação.

Uma vez a Pry questionou em uma entrevista de emprego, se o fato de ter piercings no rosto e cabelo colorido era uma questão, porque outros momentos e em outros lugares já havia sido. Outra vez, nos disseram que jamais poderíamos ser comunicadoras porque falávamos alto e gesticulávamos demais e, aquela postura não era de alguém profissional. Até mesmo já apontaram nosso cabelo crespo como algo que impediria a nossa entrada no mercado corporativo. Histórias reais, acredita?

Você tem que ter a sua cara, a sua linguagem, a sua forma de falar e ser entendida. Com tudo isso, se você é da área de RP, já te faz um profissional que tem a cara da profissão.

Se é o seu sonho vir para o lado negro da força (e isso é positivo, ok?), não abrace esses estereótipos e caia de cabeça na área que faz seu olhinho brilhar. ✨

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