27/04/2020
Gabriela Pugliese perde patrocínios e seguidores depois de festa na pandemia, ela furou a quarentena na noite de sábado dia 25.
E a história se repete, não é a primeira vez que um influenciador é cancelado pela internet e perde patrocínios de marcas.
O grande problema que eu vejo em tudo isso é ela sempre fez pouco da saúde (apesar de ser reconhecidamente uma influenciadora do nicho) ficou conhecida por seus conteúdos sobre exercícios físicos (cá entre nós, super mirabolantes) sem ser habilitada pra isso, imagine o quanto de lesões ela já não deve ter causado nas seguidoras.
E não para por aí, Gabriela também vive dando dicas de alimentação, sem ser uma profissional
habilitada da área, até aí qual a novidade?
Sempre teve um comportamento "irresponsável" quando o assunto era fitness.
E isso nunca foi impedimento para as marcas, sempre teve muitos contratos.
Correto? E o que mudou?
O posicionamento das pessoas vem mudando, principalmente em época de isolamento social.
"O formato do consumo mudou, os consumidores passaram a querer saber mais sobre o papel social da empresa, enquanto elas vendem seu produto ou serviço.
As marcas precisam entender que elas têm que falar com esses novos consumidores e abrir o leque dos influenciadores que contratam.
Voltando ao caso da Pugliese, ela sempre teve comportamentos irresponsáveis, nunca entendeu o papel de influenciadora profundamente, ainda assim sempre fez muito sucesso com seu jeito espontâneo.
Marcas que a contrataram e agora cancelam contratos, não podem dizer que desconheciam esse lado dela, bastava fazer uma pesquisa nem precisava ser muito aprofundada.
Entendo que essas empresas assumem um risco quando priorizam números e deixam de lado outros aspectos da criação de conteúdo.
Marketing com influenciadores já se mostrou muito eficiente, dando retorno bem superiores aos da publicidade tradicional, no entanto ele precisa ser estratégico e tático.
Passamos muito tempo vendo celebridades falando sobre produtos que elas nunca usaram, na televisão, isso não convence mais. Até a publicidade televisiva passou por grandes avanços, produtos deixam de interromper as pessoas naquilo que elas têm interesse e passam a ser o que elas têm interesse, fazendo parte do conteúdo, uma das grandes tendências de mercado.
Por isso o influenciador é uma excelente saída.
O que não deve ser ignorado é que o marketing de influencia quando mal planejado pode ter como resultados uma série de contratempos.
Hoje Pugliese é a bola da vez, assim como já aconteceu com Coccielo, amanhã tudo volta a ser igual.
Minha principal dica para as marcas é atenção redobrada no momento de planejamento da ação e principalmente na análise de criadores. Entendam a importância da autoridade, credibilidade, reputação no momento da contratação isso trará ainda mais resultados satisfatórios.
Ana Lima : Assessora de Comunicação e empresária, especialista em marketing de conteúdo e influência