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• Gerenciamento de redes sociais;
• Criação de artes e conteúdo;
• Criação de identidade visual.

Quem tem idade suficiente lembra que a Goodyear sempre foi boa de propaganda. Primeiro pela regularidade, depois pela or...
23/10/2020

Quem tem idade suficiente lembra que a Goodyear sempre foi boa de propaganda. Primeiro pela regularidade, depois pela originalidade. Quando não havia algo de impactante no conceitual, havia no visual. Não é pouco.

E mesmo sendo boa anunciando sozinha, neste caso a marca de pneus se aliou à revendedora famosa (de que os mais maduros também devem se lembrar…) numa ação de comunicação que na época se chamava - e ainda hoje se chama, para muita gente - de “propaganda cooperada”.

A evidente criatividade do título seria eficiente ainda hoje. Com a vantagem adicional de ser, ao mesmo tempo, divulgação das marcas e uma espécie de prestação de serviço público, simpática ao consumidor - mas sem pieguice. Um “Se for dirigir não beba” mais bem bolado, feito por anunciantes que nem vendem bebida, e ainda próximo do carnaval.

Mas talvez o mais brilhante do anúncio esteja no texto em letras miúdas, abaixo da foto. Conseguiu ler? É assim:

“Antes de viajar, verifique os pneus do seu carro na Rede Zacharias, onde você encontra toda a linha Goodyear. E só encha o seu tanque de cerveja, caipirinha ou uísque quando você chegar ao seu destino.”

Uma grande ideia em palavras precisas, tocando com muita criatividade num tema delicado. Sem derrapar.

O estímulo à aceitação do próprio corpo e ao fortalecimento da autoestima sempre será válido, claro. Quem poderia negar ...
22/10/2020

O estímulo à aceitação do próprio corpo e ao fortalecimento da autoestima sempre será válido, claro. Quem poderia negar isso?

Mas quem está no negócio de fitness (leia-se atividade física e/ou prática de esporte) não pode ignorar uma realidade pura e simples: a maioria das pessoas não quer (ou gosta) de ser gorda, e a obesidade é considerada uma doença.

Sem ligar muito para possíveis patrulhas, este anunciante soube usar o outdoor de forma ousada e diferente, mas extremamente simples - e criativa - de modo a passar a ideia na 1ª olhada. Como, aliás, é o ideal.

Além da coragem do anunciante e da criatividade da agência, esse é mais um exemplo da versatilidade do outdoor quando é deixado em boas mãos (e boas cabeças): mesmo estando torto, ele passa a mensagem direito.

21/10/2020

Acredite: houve um tempo em que a publicidade não contava com a tela da TV. Nem do computador. Aliás, com tela nenhuma. Eletrônica, não. E sem o vídeo, o que sobra? O áudio!

Por isso, nos velhos tempos, muitos criativos se esmeravam na criação de um jingle, aquela música com letra feita especialmente para um produto. Em nossa própria Era do Rádio, o jingle era a vedete.

O enorme acervo dessa época ainda encanta - e ecoa na memória dos mais experientes. “Quem bate? É o frio!”… “Cole, cole, cole. Cole com Tenaz…”. Você lembrou, vai! Não? Pergunte para sua mãe.

Hoje também presente na TV e transformado pela tecnologia - muitas vezes incluindo vozes de famosos - o jingle já não é mais o que era antigamente, quando muitas vezes tinha de ser… tudo!

Mas os bons, bons mesmo, continuam seduzindo pelos ouvidos e marcando o coração do público. Hoje, podem ser veiculados por baixo custo nas plataformas digitais. Já pensou em usar um para seu produto?

Imagens: macrovector – br.freepik.com / por freepik – br.freepik.com

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Muito antes de fazer história com o slogan “Não tem comparação” (talvez mais conhecido como “Não é assim uma Brastemp”),...
16/10/2020

Muito antes de fazer história com o slogan “Não tem comparação” (talvez mais conhecido como “Não é assim uma Brastemp”), a tradicional marca de eletrodomésticos já apostava no humor para vender seus produtos.

Sim, houve uma época em que o humor era a mais publicitária das coisas, provavelmente porque a grande maioria do público sabia levar as coisas na br**cadeira, e as agências podiam exercitar sem medo a criatividade de suas duplas, sem preocupar-se tanto com, digamos, ferir susceptibilidades.

O mundo não era perfeito, claro, mas era mais fácil e menos arriscado ser espontâneo - e, portanto, criativo. É neste contexto que se insere este anúncio, que br**ca com a função real do produto (fogo) para valorizar uma característica metafórica da fofoca (ferver).

Embora o trocadilho em si não seja polêmico, é digna de nota a escolha pela sátira. Porque já houve até quem dissesse, em livros sobre o tema (!), que propaganda não podia ser engraçada. Felizmente, nos tempos do reclame quase não havia entre os publicitários gente que levasse isso muito a sério.

A mídia que f**a fora de casa favorece muito pensar fora da caixa. Claro que estamos falando do outdoor, também conhecid...
14/10/2020

A mídia que f**a fora de casa favorece muito pensar fora da caixa. Claro que estamos falando do outdoor, também conhecido como mídia exterior ou, como resolveram chamá-lo agora, mídia OOH (out of home).

Quem nunca sentiu uma dor de cabeça que parecia um bola de ferro batendo na testa? Pois essa metáfora talvez universal ganhou representação monumental na ousada publicidade do Tylenol

O que poderia ser mais impressionante para a marca de um analgésico do que um painel gigante mostrando um homem com expressão de dor tendo a tal bola de ferro “imaginária” lá, bem visível, acertando a cabeça dele? Resposta: nada. A ideia deve ter dado trabalho, mas compensou.

E o produto salvador está “discretamente” ao lado, com uma promessa simples, mas inesquecível: “Volte ao normal”. Impossível não provocar aquele sorrisinho cúmplice de lado ou gerar um desejável “buzz” na rua.

Não é sempre que a gente vê as múltiplas possibilidades do outdoor tão bem exploradas para gerar uma mensagem com tanto impacto.

13/10/2020

Toda publicidade pode ser chamada de “anúncio”, mas pelo jargão da área - estabelecido em tempos pré-digitais - essa palavra se refere quase sempre ao que é impresso, sendo “comercial” o que passa na TV.

E o que é veiculado no rádio? Spot! Aquela publicidade normalmente de 30 segundos que você ouve entre uma música e outra, no meio do futebol, ou daquele programa de bate-papo (entre outros tipos de programação) recebe esse nome.

Agora imagine o nível de criatividade necessário para, usando só áudio, cativar a atenção e ganhar a simpatia do ouvinte, no meio da programação que ele escolheu ouvir. E, além disso, trabalhar a marca.

O caminho para isso é contar com a imaginação do público, saber estimulá-la e direcioná-la, porque o que se não vê a imaginação preenche rapidinho. No Brasil, nós conseguimos, a ponto de criar campanhas tão memoráveis que se desdobraram para a TV.

Um dia, a gente dá um belo exemplo disso…

Por enquanto, basta você saber que a publicidade no rádio pode ser uma das formas mais interessantes e economicamente viáveis de divulgar seus produtos e/ou sua marca. Desde que sua agência saiba (como a gente) entrar em sintonia com o público.

Quem viveu os anos 1980 sabe que ter relações se***is sem proteção envolvia um risco que não era br**cadeira (até hoje.....
09/10/2020

Quem viveu os anos 1980 sabe que ter relações se***is sem proteção envolvia um risco que não era br**cadeira (até hoje...)

O tom certo entre criatividade e seriedade era portanto essencial a produtos diretamente relacionados ao ato sexual. Ainda mais ao lidar com uma data associada a alegria, como o carnaval.

O velho (mas valiosíssimo) e bom jogo de palavras com duplo sentido foi a escolha bem-sucedida da Jontex.

Nos tempos do reclame, talvez se acreditasse mais na inteligência do público, apostando que ele era capaz de entender que o anúncio diz: curta o carnaval, mas não brinque com sua saúde.

Uma ideia que merece confete.

Uma coisinha pequenininha como um poro vira uma evidência gigante - e um argumento de vendas maior ainda - num outdoor b...
08/10/2020

Uma coisinha pequenininha como um poro vira uma evidência gigante - e um argumento de vendas maior ainda - num outdoor bem bolado (como quase tudo nesta mídia espetacular).

Esse exemplo é memorável não só pelo formato inusitado e pelo cruzamento de ideias (a forma do poro mais o “cara da limpeza” lá dentro).

A peça é genial também porque consegue, em 4 palavras, tecer um complemento perfeito para mídia exterior: rápido, conciso e do qual não se espera que passe toda a mensagem (já entregue com maestria pela imagem).

A tradução? Simples: “Limpa os poros. Combate as espinhas.”
A gente ficou de pele arrepiada de satisfação quando viu - e nem é porque é da Pond’s.

06/10/2020

Tem gente que acha que saber tudo antes ou dizer tudo direto é a forma mais eficiente de propaganda. Talvez seja um caminho. O problema é que esse raciocínio desconsidera um dos mais fortes impulsos humanos: a curiosidade.

Você já deve ter visto uma propaganda qualquer que insinua um assunto, joga uma ideia no ar, mas não conclui o discurso. É de propósito! Assim o publicitário (a serviço do anunciante) está semeando o terreno para deixar o espectador/consumidor ansioso, sedento mesmo do que ele tem a dizer. Quando vier o complemento - bingo! - cria raízes na memória.

Da próxima vez que você vir uma anúncio assim, em qualquer plataforma, curta o frisson de simplesmente não saber - por um tempo. Na época hiperinformada em que a gente vive, ser capaz de não contar o fim, em vez de contar o fim antes, já é uma bela jogada.

Video by Tibor Janosi Mozes from Pixabay

E será que nos tempos do politicamente correto essa ideia iria emplacar? Você tem 1 segundo para pensar… Pronto: não. De...
02/10/2020

E será que nos tempos do politicamente correto essa ideia iria emplacar? Você tem 1 segundo para pensar… Pronto: não. De jeito nenhum!

Como para muita gente simplesmente citar a cor já é preconceito, imagine um jogo de palavras como esse (e diga-se de passagem que não há aqui qualquer demérito a qualquer etnia).

Você é contra? Tudo bem. O objetivo aqui não é defender, mas registrar. E é verdade que nos tempos do reclame os publicitários se preocupavam mais com a força da ideia do que com as reclamações das patrulhas.

Errar, erravam (será esse o caso?), mas criavam com mais liberdade.

Não fosse por outro motivo - e há muitos! - o outdoor já seria admirável pela versatilidade. Como esse, estrangeiro, vej...
01/10/2020

Não fosse por outro motivo - e há muitos! - o outdoor já seria admirável pela versatilidade. Como esse, estrangeiro, veja só... Sabe o que ele está, sem palavras, dizendo?

Algo assim: nosso chocolate é tão delicioso que nem podemos pôr uma propaganda ao ar livre, porque até os pássaros, esses sabidos, vêm bicar (e ter pássaros na logomarca nem é tão importante assim).

Ideia memorável, não? Mostra bem que, se a criatividade souber aproveitar a força e elegância desta mídia, talvez nem o céu seja o limite.

30/09/2020

“Não queremos definir a verba, queremos que criem a campanha ideal”. Quase todo publicitário já ouviu isso, ou algo assim.

Mas essa frase que a princípio soa esperançosa revela-se equivocada e contraproducente.

Simplesmente porque a campanha ideal é aquela que é planejada de acordo com a necessidade e capacidade de investimento do cliente.

E também porque fazer mistério sobre o budget (a verba), deixando que a agência consuma tempo e energia numa campanha que nunca será feita, gera grandes frustrações.

E grandes frustrações podem, é óbvio, comprometer enormemente os resultados. Porque enfraquecem o entusiasmo e o envolvimento.

Então, por que manter sua agência no escuro? Sobre a verba, seja claro! É com transparência que se faz uma boa parceria e a melhor publicidade.

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São Paulo, SP

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