Gold Cap Referência em Capacetes no Brasil

Na metade de 2007 chegou ao Brasil uma das mais impressionantes motos criadas pela Honda: a CB 1300 Super Four. O modelo...
18/11/2022

Na metade de 2007 chegou ao Brasil uma das mais impressionantes motos criadas pela Honda: a CB 1300 Super Four. O modelo trazia o maior motor quatro cilindros em linha jamais produzido pela Honda para uma motocicleta, e um design clássico que fez dela – e ainda faz! – uma das mais ambicionadas naked de todos os tempos.

A receita desta espetacular CB 1300 Super Four incorporava elementos que todo fã das lendárias Honda valoriza, e que estão no DNA de motos que fizeram a história da marca. Um exemplo é o motor quatro cilindros em linha, herança direta da primeira superbike da história, a CB 750 Four do final dos anos 1960. Na CB 1300 Super Four, o motor Honda quatro em linha alcançou sua capacidade máxima, de nada menos que 1.284cm3.

Esta poderosa “alma” da CB 1300 Super Four conciliava não apenas elevada capacidade cúbica como trazia a mais avançada tecnologia disponível então – comando de válvulas duplo no cabeçote (DOHC), refrigeração líquida e o exclusivo sistema de alimentação por injeção eletrônica PGM-FI (Programmed Fuel Injection).

Concebida para ser ao mesmo tempo poderosa e confortável, a CB 1300 Super Four não era exagerada quanto a potência máxima, de 115cv a 7.500rpm, porém, o torque de 11,9kgfm a 6.000rpm evidenciava o espírito desejado pelos projetistas: oferecer uma motocicleta capaz de respostas imediatas ao acelerador a qualquer regime de rotação, uma espécie de versão em duas rodas dos lendários “muscle cars” norte-americanos e seus enormes motores V8.

Na ciclística, a Honda CB 1300 Super Four seguia o tom dado ao seu motor, de entremear classicismo com alta tecnologia: era equipada com um tradicional chassi berço duplo tubular de aço, mas com uma robusta e moderna balança de suspensão traseira de alumínio, na qual dois conjuntos mola-amortecedor Showa, com reservatório de gás externo, se destacavam pelo visual e eficiência. À frente trazia uma conservadora e robusta suspensão telescópica com tubos de 43mm. Dois discos de freio na dianteira, de nada menos que 310mm de diâmetro, dotados de cálipers de quatro pistões, e um disco simples atrás (256mm), cáliper de pistão simples, garantiam a força de frenagem capaz de conter os cerca de 240kg em ordem de marcha da CB 1300 Super Four.

A derradeira versão vendida no Brasil, lançada em 2009, vinha com frenagem ABS (opcional) e catalisadores no sistema de escape 4x1, que adequavam as emissões do motor às exigências do Promot 3. Tal modificação reduziu a potência máxima para 111cv e o torque a 11,6kgfm, uma ínfima diminuição que em nada afetou o caráter da maior naked Honda.

Imponente, poderosa, moderna e, ao mesmo tempo, clássica, a CB 1300 Super Four é uma “cult bike” desde seu surgimento, ou seja, um modelo buscado pelo seu desempenho, design mas também pelo seu significado histórico. No Brasil foi importada durante apenas três anos, de 2007 a 2009, o que faz dela especialmente rara e disputada por inúmeros admiradores.

A Honda CB 500 Four foi lançada em 1971, menos de três anos depois da CB 750 Four, a mãe de todas as superbikes, então j...
18/11/2022

A Honda CB 500 Four foi lançada em 1971, menos de três anos depois da CB 750 Four, a mãe de todas as superbikes, então já consolidada como um estrondoso sucesso de dimensões mundiais.

Seria fácil pensar que para o projeto da CB 500 Four a Honda optaria por simplesmente reduzir sua 750. Enfim, realizar a mesma moto com motor modificado, com menor curso de pistões por exemplo, e ponto final.

Efetivamente, este seria o caminho fácil, mas para os projetistas da Honda o objetivo sempre foi, e ainda é, a busca da excelência, e não aquilo que é fácil. E assim foi dada a partida a um projeto 100% inédito, cujo alvo era dar aos motociclistas uma máquina altamente tecnológica, também com um motor de quatro cilindros em linha como o da CB 750 Four, mas com características diferentes e uma agilidade superior.

A arquitetura do chassi da CB 500 Four repetiu parte da receita da irmã 750, de berço duplo fechado, mas bastante modificada na região da coluna de direção visando maior simplicidade construtiva e, sobretudo, leveza. Para o motor, a opção foi a lubrificação por cárter úmido em vez do cárter seco da 750, assim como a bancada dos cilindros foi posicionada quase que verticalmente, com 8º de inclinação, ao contrário da CB 750 Four cujo bloco inclinado é 15º à frente.

O resultado foi um motor mais curto, baixo e leve. A CB 500 Four tinha cerca de 36 kg a menos do que a 750 Four, mas preservava características de extrema confiabilidade mecânica e suavidade no funcionamento. A potência máxima de 50 cv (67 cv na 750) se revelou adequada, levando a CB 500 Four chegar perto dos 180 km/h de velocidade máxima. O objetivo de dar aos clientes Honda um modelo tecnicamente tão avançado quanto a CB 750 Four, porém mais “na mão”, tinha sido atingido.

O acerto da fórmula – fazer uma superbike mais “light” –, foi confirmado nas pistas: a CB 500 Four virou a queridinha dos preparadores, dominadora das competições para motos derivadas de modelos de série. O motor, com componentes superdimensionados, admitia preparações na qual a busca pela cavalaria alcançava níveis extremos, mas sem afetar a confiabilidade.

Campeã nas vendas e nas competições para motos derivadas de série, a Honda CB 500 Four reproduziu a qualidade construtiva e o acabamento impecável da CB 750 Four, mas tinha uma personalidade própria, não só por ser referência em maneabilidade, mas também por causa de elementos estéticos característicos, como as ponteiras de escape de formato peculiar.

Fabricada de 1971 até 1979 sem receber grandes modificações técnicas ou estéticas, a Honda CB 500 Four era considerada a mais esportiva das Honda de alta cilindrada daquela época, justamente por conta de sua agilidade superior. Esta característica a tornou alvo de mudanças técnicas e estéticas muito comuns, que consistiam na adição de mais um freio a disco na roda dianteira, na troca do guidão por outro mais baixo e esportivo, assim como dotá-la de banco tipo rabeta. Todavia, a mais frequente das modificações era trocar os quatro tubos de escape originais por um escapamento 4x1.

Dizem os fãs do modelo que a “voz” do motor da Honda CB 500 Four com o escape 4x1 é ainda mais agressiva do que a do motor da CB 750 Four, na qual esta alteração também era comum à época. Tal afirmação tem fundamento, considerando que a rotação máxima da CB 500 Four ultrapassa as 9 mil rpm enquanto o motor 750cc tem sua faixa vermelha aos 8 mil rpm.

A Honda CB 500 Four é hoje cobiçadíssima, como todas as “Four” pioneiras. São motocicletas com um carisma único e de excelente performance, que elevaram o patamar técnico das motos de alta cilindrada nos anos 1970. As CB Four pioneiras escreveram uma página importantíssima da história da indústria motociclística mundial, e estabeleceram uma fórmula de sucesso seguida até hoje.

O sucesso das CB Four pioneiras, a 750 de 1969 e a 500 de 1971, estimulou a Honda a dar sequência a esta linhagem de mot...
18/11/2022

O sucesso das CB Four pioneiras, a 750 de 1969 e a 500 de 1971, estimulou a Honda a dar sequência a esta linhagem de motocicletas, caracterizadas por motores de quatro cilindros em linha que, naquela época, não tinham concorrentes em termos de tecnologia e excelência construtiva.

A Honda CB 400 Four foi lançada no final de 1974, baseada na CB 350 Four, moto que chegou dois anos e meio antes, e cujo nascimento foi ditado pela necessidade de oferecer uma “Four” de tamanho mais adequado ao consumidor japonês.

A vida curta da versão 350 se deveu a vários fatores, um deles a estética, considerada por muitos extremamente conservadora, que não acompanhava o aclamado design das CB 750 e CB 500 Four. Outro aspecto que não favoreceu a carreira da CB 350 Four foi a posição de pilotagem, cujo guidão elevado a tornava imprecisa em alta velocidade.

Todos estes senões foram anotados pelos projetistas da Honda, e resultaram em uma nova moto, a CB 400 Four. Ao contrário da 350, a 400 Four virou um sucesso mundial, seguindo a carreira vitoriosa das irmãs 500 e 750cc.

Em linhas gerais, a CB 400 Four era a 350 com motor aumentado à exatos 408,6 cm3, com design – e principalmente o espírito – completamente diferente. Isso era visível pela inscrição “Supersport”, aplicada em local visível abaixo do logotipo Honda no tanque de formas angulosas, diferente de tudo o que se havia visto até então.

A pequena CB 400 Four cativou não só pelo design, que tinha nas elegantes curvas do 4x1 (foi a primeira Honda a ser equipada com este tipo de escape) outro elemento de forte atração, como por verdadeiramente transpirar esportividade, caráter reforçado pelo guidão baixo e desenho do banco.

A Honda CB 400 Four foi um sucesso no mundo inteiro, inclusive no Brasil, para onde sua antecessora CB 350 Four nunca foi importada. Ainda mais ágil que a CB 500 Four, acessível a muitos não apenas pelo preço mais baixo, mas também pela facilidade de pilotagem oferecida pelo peso limitado a 170 kg e pela bem distribuída potência de 37 cv, a menor das Four virou uma queridinha.

Sua produção se encerrou em 1978, mas sua receita de sucesso, não: elementos de seu design foram aplicados com sucesso na brasileiríssima Honda Turuna lançada em 1979, que herdou da irmãzona 400 Four o formato de tanque, o guidão reto e a inscrição Supersport no tanque.

Cobiçada por colecionadores e com um design essencial, que parece imune à passagem do tempo, a Honda CB 400 Four demonstrou que a receita do motor de quatro cilindros em linha era democrática: servia para as equipar motos de grande cilindrada como funcionava também nas médias, encerrando a desconfiança sobre uma eventual complexidade e/ou fragilidade deste tipo de motor. Uma arquitetura mecânica que está consagrada, que em uma década – da Honda CB 750 Four de 1969 até a derradeira CB 400 Four, de 1979 – estabeleceu um padrão técnico que perdura até os dias de hoje.

Apresentada no EICMA 2022, Honda Forza 125 esbanja elegânciaCaracterísticas do Honda Forza 125Inegavelmente, o estilo e ...
16/11/2022

Apresentada no EICMA 2022, Honda Forza 125 esbanja elegância

Características do Honda Forza 125
Inegavelmente, o estilo e as funcionalidades se mantiveram. Nesse sentido, o para-brisas oferece 180 mm de regulagem elétrica, maximizando a liberdade e a proteção aerodinâmica. Do mesmo modo, uma entrada USB no porta-luvas fornece um ponto de carga, e a operação Smart Key adiciona mais conveniência à moto. Existe ainda espaço para dois capacetes integrais debaixo do banco.

Antes de mais nada, o motor eSP monocilíndrico SOHC de 4 válvulas e 125 cm³, que desenvolve 15 cv de potência e 1,3 kgf.m de torque para 161 kg em ordem de marcha, permanece inalterado.

Um dos objetivos originais da Forza 125 é que os reabastecimentos sejam realizados apenas realizados uma vez por semana para uma utilização normal. Ou seja, segundo a marca japonesa, a economia do motor eSP oferece quase 500 km de autonomia por cada tanque de 11,5 litros de combustível, graças ao consumo de 2,34 l/100 km (42,7 km/l) (em modo WMTC).

Dessa forma, uma nova tecnologia foi adicionada para aumentar a confiança do piloto em condições de chuva, chamada de o sistema de controle de tração variável (HSTC). Este elemento funciona em segundo plano gerindo subtilmente a tração da roda traseira.

Há também um indicador “T” que pisca no painel de instrumentos quando o sistema HSTC está reduzindo a patinagem da roda, lembrando que essa função pode ser desligada completamente.

5 curiosidades sobre motos que você precisa conhecer1 - A história das motosAs motos são antigas, remetendo ao final dos...
16/11/2022

5 curiosidades sobre motos que você precisa conhecer

1 - A história das motos
As motos são antigas, remetendo ao final dos anos de 1860. Mais especificamente em 1869, quando um francês e um americano inventaram, ao mesmo tempo, a motocicleta. Porém, nesta época, o primeiro modelo era ainda a v***r.

Já o formato a combustão, veio um pouco depois, em 1885, com os alemães Gottlieb Daimler e Willhelm Maybach. Pois é, são eles mesmo. Os fundadores da Mercedes-Benz.

Mas a história das motos mais antigas é ainda mais interessante. Apesar de não ter sido ele que inventou, Leonardo da Vinci foi um dos primeiros a idealizar o projeto das bicicletas e motocicletas. Ele realmente está em todas.

2 - As marcas mais famosas
Algumas das marcas mais famosas do mundo das motocicletas tem origens bem diferentes e inusitadas.

Por exemplo, a japonesa Yamaha surgiu em 1887, um pouco depois das motocicletas, mas seu objetivo era a fabricação de pianos. Já a famosa italiana Ducati, foi criada para fabricar rádios.

E a BMW surgiu com o propósito de fabricar motores para aviões, seguindo de motos e finalmente chegando aos carros.

Falando em marcas famosas, a Harley-Davidson é uma das mais antigas do mundo das motocicletas, fundada em 1903.

A britânica Triumph é ainda mais antiga, sendo fundada em 1885.

3 - Alguns recordes e curiosidades
Quem não gosta de uma boa viagem de moto? O argentino Emílio Scotto possui o recorde de viagem mais longa. Foram apenas 10 ANOS, de 1985 a 1995, percorrendo mais de 214 países e mais de 700 mil quilômetros.

Outro recorde interessante é o da maior velocidade alcançada em uma moto. Em 2010, Rocky Robinson alcançou mais de 600 km/h em um daqueles modelos que mais parecem um foguete.

Outra velocidade muito interessante, e mais próxima da realidade, foi alcançada por Bill Baxter em uma Kawasaki Ninja: 265 km/h, mesmo com deficiência visual.

O pior recorde é do Evil Knivel, o famoso norte-americano que gosta de fazer manobras arriscadas. Ele quebrou nada mais, nada menos do que 433 ossos em acidentes de moto durante a sua carreira.

4 - Famosos e suas motos
Não somos só eu e você que somos apaixonados pelas duas rodas. Por exemplo, Brad Pitt tem uma coleção de motos. Ele nunca economizou por causa da paixão. O ator gastou U$ 300 mil em um modelo da Ecosse FE Ti XX, a primeira a base de titânio.

Enquanto a paixão de Brad Pitt é, provavelmente, uma das maiores, ele não é o único. Keanu Reeves, George Clooney e o brasileiro Rodrigo Santoro, já foram flagrados dando as suas voltinhas de moto por aí.

E as motos também gostam dos famosos. Por isso, a Ducati criou uma linha de motos toda dedicada a Ayrton Senna. Mais do que merecido.

5 - As reuniões de motociclistas
Para fechar, os motociclistas gostam de se reunir para compartilhar a sua paixão. Por exemplo, o grupo de Harley Owners, ou seja, dono de Harley tem mais de 1 milhão de membros.

No Brasil, as procissões de motos são comuns. A romaria de motociclistas para Nossa Senhora de Aparecida reuniu milhares de pessoas, em Porto Alegre.

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