16/01/2026
Em 2022, quando enfrentei meu primeiro tratamento, o medo parecia maior do que eu.
Eu não conseguia imaginar que a fadiga oncológica — esse cansaço que não passa com descanso — pudesse ser amenizada com movimento.
Minha mente estava abalada, meu emocional fragilizado, e mesmo com toda a orientação da minha doutora Clarissa Mathias, eu não conseguia assimilar nada.
Teve dia em que levantar de uma poltrona já era uma batalha.
Dar uma volta ao redor da minha casa só com ajuda.
A aceitação do diagnóstico foi dura, lenta e profundamente dolorosa.
Mas desta vez… hoje eu enxergo tudo com outros olhos.
Com um pouco mais de entendimento, menos medo e uma força que eu nem sabia que tinha, decidi colocar em prática novas estratégias para enfrentar essa etapa.
Pequenas caminhadas, pilates leve, musculação suave…
Movimentos simples que têm me mostrado que, passo a passo, eu posso recuperar energia, vida e confiança.
Aprendi que respeitar meus limites é um ato de coragem.
E que ser gentil comigo mesma é um exercício diário — e transformador.
Sigo caminhando com fé, acreditando no processo e celebrando cada pequena vitória.
Um dia de cada vez, firme, confiante e cheia de esperança.
E, acima de tudo, agradeço a Deus por me sustentar, me fortalecer e renovar minhas forças quando eu mais preciso.
Sem Ele, eu não estaria aqui — mas com Ele, eu sigo adiante.