24/08/2026
Growth raramente falha por falta de investimento, ferramentas ruins ou equipe desqualif**ada. O problema quase sempre é estrutural: cada área joga o seu próprio jogo.
Na prática, o marketing foca em gerar leads, o comercial cuida do pipeline e branding protege a marca. Enquanto isso, a tecnologia tenta lidar com uma fila infinita de prioridades e o CRM tenta, sem muito sucesso, costurar tudo isso no meio do caminho. É justamente aí que os atritos começam.
O marketing quer entender o destino dos leads, mas o comercial não devolve dados estruturados. O CRM não consegue criar novas réguas porque a informação que vem do pipeline é fraca. A equipe de performance quer testar uma nova mensagem, mas a aprovação da marca trava o processo. Até uma mudança simples em uma landing page, que melhoraria a conversão imediatamente, acaba perdendo prioridade na fila de desenvolvimento.
Isso acontece porque, isoladamente, cada departamento está fazendo exatamente o que foi designado a fazer. O gargalo só f**a visível quando olhamos para o resultado global.
Por isso, em qualquer projeto de aceleração digital, não adianta avaliar apenas mídia, CRM, dados ou tecnologia. É preciso diagnosticar como a empresa se organiza, como os times se relacionam, quem toma as decisões e onde estão as dependências. Na nossa metodologia, chamamos isso de Dimensão 10: Organização, Equipe e Competências.
Growth não deveria ser tratado como mais um silo corporativo. Ele só acontece quando marketing, comercial, CRM, dados, tecnologia e marca trabalham alinhados aos mesmos objetivos, compartilhando informação e tendo autonomia para testar e aprender com agilidade.
No fim das contas, a maioria das oportunidades não morre por falta de boas ideias, mas sim na transição de bastão entre uma área e outra.
Na sua empresa, a estrutura atual ajuda os resultados a fluírem ou o crescimento precisa constantemente lutar contra a própria organização para acontecer?