14/06/2022
Era 1819, no interior da Escócia vivia tranquilo um garoto chamado John, até que a morte do seu pai fez tudo virar de ponta cabeça!
O garoto era John Walker, carinhosamente chamado de Johnnie.
Johnnie Walker.
Com a morte do pai, John vendeu a fazenda e foi em direção à cidade em busca de dias melhores.
Nessa época o mundo não era o lugar mais amigável, e John sabia disso. Não havia tempo para aflições. Ele tinha que ganhar a vida.
Foi então que abriu uma pequena mercearia, onde vendia de tudo.
As coisas eram difíceis e fechar as contas no fim do mês era um grande desafio.
O tempo passou e ele percebeu um problema, seu negócio era igual a tantos outros que existiam. Ele precisava de algo a mais.
Nessa época, a maioria dos negociantes estocavam maltes e produziam whisky, mas eles nunca eram consistentes.
John começou a misturá-los de modo que seu whisky tivesse sempre o mesmo sabor.
A sua combinação de maltes era única, e ele vendia mais caro do que os outros whiskies.
Não demorou muito pra que a fama e a da bebida dele se espalhassem.
John sonhava alto, mas uma tragédia estava para acontecer…
Alguns anos depois, John teve um ataque cardíaco e morreu.
A tristeza tomou conta da família, mas o legado deixado por John era maior.
Seu filho, Alexander, honrou esse legado, e com maestria, seguiu em frente.
Ele começou a trabalhar em novas combinações de maltes. E assim nasceu o famoso Black Label, em 1867.
Foi de Alexander a ideia de usar garrafas quadradas. Ter uma embalagem diferenciada tornava a marca única, além de ajudar no transporte.
Alexander negociou com mercadores e aproveitou as rotas comerciais do império britânico, fazendo seu produto chegar muito longe!
O whisky Johnnie Walker foi a bebida oficial do rei George V da Inglaterra, e virou um símbolo da alta sociedade. A marca e a garrafa quadrada eram associadas a requinte, glamour, poder…
Johnnie Walker foi a primeira marca a ser reconhecida no mundo todo, e hoje, é a maior marca de whiskies do mundo. Continua sendo um símbolo da alta sociedade.
Lá no século 19, John sabia que precisava ser diferente e que a qualidade era fundamental, mas encantar clientes, era primordial.