30/08/2026
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Rompimento de contrato com transporte de universitários indígenas gera revolta e mobilização em Sidrolândia
Aldeia Córrego do Meio — 30 de agosto de 2026
Uma reunião realizada neste domingo (30), na Aldeia Córrego do Meio, reuniu acadêmicos indígenas, caciques e lideranças das aldeias rurais do município de Sidrolândia para discutir a situação do transporte universitário indígena, após informações sobre o rompimento do contrato mantido entre a Prefeitura Municipal e a entidade responsável pelo serviço.
Segundo os participantes, a medida poderá prejudicar mais de 30 acadêmicos indígenas que estudam em universidades de Campo Grande, Maracaju e Aquidauana.
Participaram da reunião acadêmicos das aldeias Terra Vida, Novo Horizonte, Lagoinha, Nova Corguinho e Córrego do Meio, além de caciques, lideranças e representantes das comunidades indígenas rurais de Sidrolândia.
Presidente da Fundação não compareceu
Um dos pontos de maior insatisfação entre os presentes foi a ausência do presidente da Fundação Municipal Indígena, que, segundo os participantes, havia convocado a reunião, mas não compareceu ao encontro.
Os acadêmicos e lideranças reivindicam a continuidade do transporte realizado pela Associação ACOFAT, serviço que, conforme relatado na reunião, vem sendo realizado há aproximadamente dois anos sem registro de problemas.
Mudanças administrativas são apontadas como causa do impasse
De acordo com informações apresentadas pelos participantes, mudanças recentes no primeiro escalão da administração municipal e na presidência da Fundação Municipal Indígena teriam contribuído para o atual impasse, deixando dezenas de estudantes indígenas sem uma definição sobre a continuidade do transporte.
Para os acadêmicos e lideranças, a interrupção do serviço representa uma ameaça direta à permanência dos estudantes indígenas nas universidades, especialmente daqueles que dependem diariamente do transporte para frequentar as aulas.
Próximos passos: mobilização e resistência
Como encaminhamento, os participantes decidiram aguardar até esta segunda-feira, 31 de agosto, uma posição oficial da Prefeitura Municipal e da Procuradoria sobre a situação.
Caso não haja uma resposta ou solução para o impasse, uma comissão formada por universitários, lideranças indígenas e guerreiros das comunidades deverá se dirigir à Prefeitura Municipal para buscar uma solução por meio da mobilização e da resistência indígena.
“Não estamos reivindicando privilégios. Estamos defendendo o direito dos nossos jovens indígenas de estudar e construir um futuro para suas comunidades.”Afirmam as lideranças,
A reunião terminou com um sentimento de preocupação, mas também de união e determinação entre os acadêmicos e lideranças, que afirmam estar dispostos a continuar mobilizados até que uma solução seja apresentada.
A luta pelo transporte universitário indígena continua.
Educação é direito. Permanecer na universidade também é resistência.